Espigões (Bromus spp.)

flora silvestre portuguesa

Espécie: Bromus diandrus Roth.
Ordem: Poales
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Liliopsidas
Família: Poáceas (gramíneas)
Sinonímia: Bromus rigens L. var. gussonei (Parl.) P. Cout.
Nomes comuns: Espigão, fura-capas, saruga.
English names: Great brome, ripgut brome.

Olhando para eles, depressa percebemos a razão de ser do seu nome. Os espigões destas gramíneas fixam-se aos pêlos dos animais e às nossas roupas para que as ajudemos na sua proliferação.

Identificação: Gramíneas anuais que atingem entre cerca de 40 a 70 cm de altura. Possuem colmos muito finos, por vezes ligeiramente vilosos abaixo da panícula e na bainha. Inflorescência disposta em panícula. Na espécie B. diandrus a panícula é muito aberta (cerca de 25 cm) com espiguetas frequentemente pêndulas e unilaterais, de aristas longas (entre 3 a 7cm). A gluma inferior ostenta um único nervo, enquanto a superior ostenta 3 (visíveis com o auxílio de uma lupa). Nas espécies B. madritensis e B. hordeaceus, as panículas são mais densas, sendo tendencialmente pêndulas na primeira e erectas e compactas na segunda.

Tipo fisionómico: Terófitos.

flora silvestre portuguesa

Espécie: Bromus rigidus Roth.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Liliopsidas
Ordem: Poales
Família: Poaceae (gramíneas)
Sinonímia: Bromus madritensis sensu Brot.; Bromus maximus Desf.; Bromus villosus Forssk.
Nomes comuns: Fura-capas, bromo-das-vassoras.
English names: Ripgut brome.

Distribuição: Europa com excepção do nordeste, África do Sul, Austrália e EUA.

Habitat: Terras cultivadas, ruderais, matagais, margens dos caminhos. Lugares de exposição solar.

Floração: Abril-Junho.

Princípios activos: Proteínas, glúcidos, sais minerais e hemicelulose.

Propriedades: Forrageiras.

Usos: Essencialmente como forragem. As espécies B. madritensis e B. hordeaceus são também usadas em jardins de sequeiro, pelo seu valor estético.

Curiosidades: Vários autores fazem distinção entre o B. diandrus Roth e o B. rigidus Roth., classificando o segundo como uma variedade do primeiro, cuja principal característica diz respeito às panículas, mais densas, com menor número de ramas inferiores e mais curtas, por isso tendencialmente erectas, ao contrário das do B. diandrus, que são pêndulas. Na Península de Lisboa foram detectadas ambas as variedades, bem como duas outras, o B. madritensis (espadana) e o B. hordeaceus (bromo-cevada).

flora silvestre portuguesa

Espécie: Bromus hordeaceus L.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Liliopsidas
Ordem: Poales
Família: Poaceae (gramíneas)
Sinonímia: Bromus mollis L.; Serrafalcus mollis Parl.; Serrafalcus rigens Samp.; Bromus molliformis J. Lloyd.
Nomes comuns: Bromo-cevada, cevada-doce.
English names: Barley broomgrass.

flora silvestre portuguesa

Espécie: Bromus rubens L.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Liliopsidas
Ordem: Poales
Família: Poaceae (gramíneas)
Sinonímia: Anisantha rubens (L.) Nevski; Bromus madritensis L. ssp. rubens (L.) Duvin; Bromus matritensis L. ssp. rubens (L.) Duvin, orth. var.
Nomes comuns: Bromo-de-madrid, espadana, bromo-vermelho.
English names: Foxtail chess.

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