Cevada-de-rato (Hordeum murinum L.)

flora silvestre portuguesa

Espécie: Hordeum murinum L.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Liliopsidas
Ordem: Poales
Família: Poaceae (gramíneas)
Sinonímia: Hordeum leporinum Link Hordeum leporinum Link var. leporinum (Link) Henriq.
Nomes comuns: Cevada-dos-ratos, rengo, erva-da-espiga, erva-molar.
English name: Wall barley.

Todos a conhecem das margens dos caminhos, dos campos, das pastagens e do Ramo da Espiga, somada às papoilas, ao alecrim, à videira e aos malmequeres, que em Maio leva a boa-sorte às casas onde o penduram.

dentificação: Gramínea anual, glabra (excepto na bainha das folhas), cresce até 60/70 cm de altura. Possui folhas lineares e enroladas com auriculas amplixicaules e lígula curta. A inflorescência forma uma espiga densa com glumas ciliadas. As aristas das lemas são muito mais longas que as das glumas. Nas glumelas encontra-se o fruto, uma cariopse.

Tipo Fisionómico: Terófito.

Distribuição: Sul da Europa, Norte de África e Macaronésia.

Habitat: Ruderais, pastagens, terrenos incultos, margens de caminhos, locais soalheiros ou de sombra parcial.

Floração: Primavera.

Princípios activos: Proteínas, hidratos de carbono.

Propriedades: Forrageira.

Partes usadas: Toda a planta.

Usos: Forrageira.

Curiosidades: No Ramo da Espiga, a cevada-de-rato simboliza o pão, o alimento. É a principal planta que o compõe. A quinta-feira da Ascensão – dita da Espiga – não é mais do que a cristianização da antiga tradição pagã das Maias, e o ramo uma reminiscência do May Pole, ou “vara de Maio”, o axis mundi que ligava o céu à terra, o visível ao invisível. Acreditava-se que este era o dia da hora, da hora em que a Natureza suspendia o seu labor, os rios cessavam de correr, as abelhas não colhiam néctar, o vento parava, os pássaros silenciavam-se nas árvores. Neste dia colhiam-se cereais, símbolo do pão, a papoila, que representa o amor, a oliveira, emblema da paz, os malmequeres, manifestação de riqueza, o alecrim, arauto da saúde, e videira, em representação da alegria, e com eles fazia-se um ramo que levava fortuna à casa onde fosse posto a secar. Acreditava-se, entre outras coisas, que o Ramo da Espiga afugentava as trovoadas.

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