Milho-painço (Panicum miliaceum L.)

flora silvestre portuguesa

Espécie: Panicum miliaceum L.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Liliopsidas
Ordem: Poales
Família: Poaceae (gramíneas)
Sinonímia: Leptoloma miliacea (L.) Smyth
Milium esculentum Moench nom. illeg.
Milium panicum Mill. nom. illeg.
Panicum asperrimum Fisch.
Panicum asperrimum Fischer ex Jacq.
Panicum densepilosum Steud.
Panicum milium Pers. nom. illeg.
Panicum ruderale (Kitag.) D.M.Chang
Panicum spontaneum Zhuk. nom. inval.
Nome comum: Milhete, milho-painço, millet.
English names: Millet, common millet, proso.

Também chamado milhete ou millet, este foi em tempos um dos cereais mais cultivados nas paisagens alentejanas no tempo do Império Romano. Hoje vê-se resgatado pela cozinha macrobiótica e vegetariana.

Identificação: Gramínea anual de cerca de 1m de altura, folhagem glabrascente, distingue-se com facilidade através da sua generosa panícula de grãos decumbente, cerca de 800 grãos por panícula, esféricos, de aproximadamente 3 mm de diâmetro, de cor clara, inicialmente esverdeada, que adopta tonalidades cremes ou alaranjadas ao longo da maturação.

Tipo fisionómico: Terófito.

Distribuição: Oeste asiático e Leste europeu, Mediterrâneo e costa ocidental europeia. Hoje em dia cultivado noutras regiões do globo.

Habitat: Ruderais e margens de caminhos. Mais frequente como plantação.

Floração: Julho-Outubro.

Princípios activos: Rica em proteínas, é, no entanto, isenta de glúten.

Propriedades: Nutritiva, alcalina, emoliente, anti-inflamatória, cicatrizante.

Partes usadas: Grão.

Usos: Gastronómico e medicinal. Pode ser usado em panificação ou como substituto do arroz e de outros grãos. Uma vez que não apresenta glúten, pode ser consumido sem restrições por celíacos. Medicinalmente, o grão farinado é aplicado como emoliente, cicatrizante e anti-inflamatório em abscessos, feridas, erupções cutâneas e inchaços. O cozimento da raiz é também empregue como antídoto em casos de intoxicação por cucurbitáceas do género Momordica spp.

Curiosidades: Além de nutritiva e medicinal, as folhas desta gramínea são usadas no fabrico de pasta de papel.

O milho-paínço encontra-se entre os principais cultivares do Leste europeu, nomeadamente Ucrânia, Roménia, Rússia, Polónia, Bulgária, Ex-Juguslávia e Geórgia.  Acredita-se que um dos principais centros de domesticação deste cereal tenha sido a região do Cáspio, durante o Neolítico Médio/Final, a par da China, onde ainda existem espécies selvagens. Cerca de 700 a.C., este seria o principal sustento da população de Nimrud, Iraque.

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