Erva-espanta-diabos (Phagnalon saxatile L.)

flora silvestre portuguesa

Espécie: Phagnalon saxatile L.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae (compostas)
Sinonímia: Conyza intermedia Lag., Gnaphalium saxatile L., Phagnalon intermedium (Lag.) Pau, Phagnalon lagascae Cass., nom. illeg.
Nomes vernáculos: Erva-espanta-diabos, alecrim-das-paredes, alecrim-do-mar, alecrim-dos muros.
English name: Mediterranean phagnalon.

Geralmente confundida com as perpétuas-das-areias, esta asterácea da sub-família das Gnaphaleae possui propriedades bastante similares àquela.

Identificação: Subarbusto de aroma agradável, que raramente ultrapassa os 30 cm de altura. De crescimento ascendente, apresenta folhas lineares e estreitas, glaucas e alternas, de margem por vezes ondulada ou ligeiramente aculeada. Inflorescências solitárias e terminais, envoltas em brácteas estreitas – o que a diferencia da espécie congénere P. rupestre, cujas brácteas são mais largas.

Tipo fisionómico: Caméfito.

Distribuição: Endémica do Mediterrâneo e Macaronésia.

Habitat: Ruderais, matagais, arribas. Encontra-se com frequência como rupícola.

Floração: Março-Agosto.

Princípios activos: Enzima acetilcolinesterase, flavonóides.

Propriedades: Digestiva, carminativa, analgésica, antiespasmódica,

Partes usadas: Capítulos e folhas.

Usos: Usada como erva-aromática da mesma forma que o alecrim, tanto em pratos de carne como de peixe. Em infusão, é carminativa, analgésica e antiespasmódica. Baixa os níveis de colesterol.

Curiosidades: Na Palestina é utilizada contra as dores de dentes, dores abdominais e de cabeça, bem como em caso de asma ou infecções das vias respiratórias, à semelhança das perpétuas-das-areias.

No deserto do Negev, os beduínos aplicam-na sobre queimaduras.

Na Sicília é muito apreciada como erva-aromática. Em Espanha é chamada de «chá de pedra», em alusão aos locais onde cresce e ao adjectivo, saxatile (pedra) que a define.

A enzima acetilcolinesterase que possui é aplicada no tratamento da doença de Alzheimer e como antídoto para venenos anticolinérgicos, tais como os provenientes da Atropa belladona, do Hyoscyamus niger, da Mandragora officinarum e da Datura stramonium. Sendo ela própria também tóxica, é empregue no fabrico de insecticidas e de armas químicas!

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