Erva-de-santiago (Senecio jacobaea L.)

flora silvestre portuguesa

Espécie: Senecio jacobaea L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae (Compostas)
Sinonímia: Jacobaea vulgaris Gaertin.
Nomes comuns: Erva-de-santiago.
English names: Tansy ragwort, mare’s fart.

«Ragwort thou humble flower with tattered leaves
I love to see thee come and litter gold».

John Clare, c.1835

Identificação: Herbácea anual, de crescimento erecto até cerca de 1m, por vezes 2, de folhas alternas, pinatilobadas, glabras. Os capítulos, de cerca de 2,5 cm de diâmetro, totalmente amarelos, de flores hermafroditas, e surgem em aglomerados terminais (corimbos). As suas folhas exalam um odor algo desagradável, o que em inglês já lhe valeu o nome de mare’s fart (peido-de-égua).

Tipo fisionómico: Terófito.

Distribuição: Principlamente Euroásia, África e EUA. Subcosmopolita.

Habitat: Ruderais, campos incultos ou cultivados, margens de caminhos, orlas de bosques, clareiras amplas, matagais.

Floração: Verão-Outono.

Princípios activos: Alcalóides (jaconina, jacobina, jacozina, jacolina, senecifilina, senecionina, otosenina e retrorsina).

Propriedades: Tóxica. Causa cirrose hepática.

Partes usadas: Flores e folhas.

Usos: Apenas externo, sob a forma de pomada ou compressa imbuída na infusão das folhas e capítulos. Mesmo usada topicamente, o seu manuseio requer algum cuidado, pelo que deve ser feito por um profissional médico. Desde a Idade Média, a erva-de-santiago é aplicada sobre úlceras externas, cancro da pele, reumatismo, varizes, conjuntivite e ciática, sempre em tratamentos de curta duração. Também está referida como analgésico em caso de picadas dolorosas de insectos, como a das abelhas e vespas.

Actualmente encontra-se em estudo a possibilidade de alguns dos seus alcalóides poderem ser usados como retardadores da multiplicação de células cancerígenas.

Curiosidades: A sua polinização é entomófila e realizada pelos mais variados insectos, quer diurnos quer nocturnos.

Por ser tóxica para os animais, os herbívoros, em particular os cavalos, costumam evitá-la, dado o seu cheiro desagradável e o seu paladar amargo. O perigo ocorre quando a erva-de-santiago é recolhida acidentalmente juntamente com o feno. Uma vez seca, perde as suas características avisadoras mas não a sua toxicidade. Já no caso do gado ovo-caprino, os efeitos nocivos não se manifestam.

A erva-de-santiago é emblema da Ilha de Man, onde é chamada Cushag.

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