Escorcioneira (Reichardia picroides (L.) Roth.)

Flora silvestre portuguesa

Espécie: Reichardia picroides (L.) Roth.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Asterales
Família: Asteráceas
Sinonímia: Picrium crassifolium Willk.
Nomes comuns: Escorcioneira, reichardia-dos-picos.
English name: Common brighteyes.

«E nessa noite comerão a carne assada no forno, com pães ázimos; com ervas amargas a comerão»

Êxodo 12:8

Identificação: Nasce a partir de uma roseta de folhas basais lanceoladas e dentadas, da qual partem caules finos que atingem cerca de 40cm de altura e em cujas extremidades surgem os capítulos, muito aromáticos, amarelo-vivos, sem diferenciação entre as flores do disco e as marginais, muito semelhantes às do dente-de-leão. A escorcioneira possui uma particularidade que a distingue, o facto de ostentar brácteas incipientes ao longo dos caules, sobretudo mais perto do pedúnculo, que possivelmente correspondem a órgãos vestigiais.

Tipo fisionómico: Terófito/hemicriptófito.

Distribuição: Frequente na região mediterrânica.

Habitat: Campos incultos e cultivados, margens de bosques, margens dos caminhos, arribas.

Floração: Fevereiro-Setembro.

Princípios activos: Fibra.

Propriedades: Gastronómica e decorativa.

Partes usadas: Folhas e raízes.

Usos: Em gastronomia, as folhas podem ser usadas em saladas ou em sopas. Pelo seu gosto algo amargo, são usadas preferencialmente em molhos agridoces e vinagretes de mel ou como substituto da alface.

Curiosidades: A escorcioneira faz parte do bouquet de ervas aromáticas conhecido por Preboggion, usado na gastronomia lígure em conjunto com a borragem, a serralha, o dente-de-leão, a urtiga, a folha da beterraba, a chicória, a papoila-vermelha, o urospermum dalechampii, a Hyoseris radiata e o rapôncio. O Preboggion era habitualmente consumido na época da quaresma e servia como substituto da carne e do peixe, ao mesmo tempo que se assemelhava às “ervas amargas” citadas na Bíblia, embora o princípio amargo da maioria destas plantas seja pouco significativo.

Um dos seus nomes populares, reichárdia-dos-picos, deve-se à presença de minúsculas brácteas vestigiais ao longo do caule, sobretudo junto ao pedúnculo.

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