Pó-de-prata ( Othonna maritima L.)

Flora silvestre portuguesa

Espécie: Othonna maritima L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Sinonímia: Cineraria maritima (L.) L.; Senecio maritimus (L.) Rchb.; Senecio cineraria DC.; Cineraria ambigua Biv.
Nomes vulgares: Pó-de-prata, senécio-prateado.
English name: Silverdust (variedade).

Com o Sol nos capítulos e a Lua nas folhas, esta filigrana prateada que salpica as arribas teve como ourives a Natureza, antes de ser tomada pelas artes dos jardineiros que tanto a cobiçaram.

Identificação: Arbusto perene de cerca de 1 m de altura, de aspecto denso e prateado, possui caules robustos e cobertos por uma tumescência esbranquiçada semelhante a algodão. Pinatifólias, de segmentos lobados, as folhas apresentam a mesma tumescência dos caules na página inferior, enquanto a superior é glabrescente e mais escura. As folhas inferiores são pecioladas e muito lobadas, enquanto as superiores são sésseis ou pouco pecioladas e menos lobadas. Os capítulos, amarelos, de cerca de 1,5 cm de diâmetro, reúnem-se em cachos densos. Os pedúnculos e as brácteas encontram-se revestidos da mesma vilosidade dos caules e das folhas. As flores do disco central acham-se rodeadas por cerca de doze flores liguladas. O fruto é um aquénio cilíndrico.

Tipo Fisionómico: Nanofanerófito.

Distribuição: Europa mediterrânica, Norte de África e Turquia. Encontra-se cultivada em diversos países europeus.

Habitat: Jardins e arribas costeiras.

Floração: Junho-Setembro.

Princípios activos: Alcalóides tóxicos e sais minerais.

Propriedades: Decorativa, melífera e oftalmológica.

Partes usadas: Seiva e flores.

Usos: A seiva deste arbusto é de uso oftalmológico. O suco das folhas é empregue quer na lavagem externa dos olhos, quer em gotas diluídas em soro fisiológico como adjuvante na remoção de cataratas e no tratamento da conjuntivite. Por ser algo tóxica, a seiva não deve ser usada sem a supervisão de um profissional de saúde especializado.

Curiosidades: Por se tratar de uma espécie muito cultivada em jardins pelo seu indiscutível valor ornamental e também pela sua resistência quer a pragas quer a variações de temperatura e salinidade, foram sendo criadas variedades por selecção artificial, como a White Diamond, a Silver Filigree, a Cirrus, a New Look e a Ramparts. Para além destas variedades existem já uma série de híbridos, alguns deles férteis.

Este arbusto oferece muitas vezes alojamento a enxames perdidos ou selvagens. As flores são extremamente melíferas.

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