Consolda (Symphytum officinale L.)

Flora silvestre portuguesa

Espécie: Symphytum officinale L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Lamiales
Família: Boraginaceae
Sinonímia: Não encontrada.
Nomes comuns: Consolda-maior, grande-consolda, orelha-de-asno, consolda, confrei.
English names: Comfrey, knitbone.

Consolida os ossos, restaura a pele. Erva mágico-medicinal desde a Antiguidade, era bem conhecida entre os celtas gauleses pelas suas propriedades rejuvenescedoras.

Identificação: Herbácea perene, atinge uma altura entre os 60 cm e 1m, de caules robustos, coriáceos e vilosos, algo angulosos. As folhas são alternas, igualmente vilosas, recticuladas, de margem irregular, oblanceoladas e estreitas junto ao pecíolo. As flores, lilases, em forma de sino e pedunculadas, brotam em cimeiras terminais tendencialmente pêndulas.

Tipo fisionómico: Hemicriptófito.

Distribuição: Encontra-se um pouco por toda a Europa, sobretudo na Europa Central, e Turquia.

Habitat: Ripícola. Encontramo-la com alguma frequência em solos húmidos e sombrios, talvegues, pântanos e na proximidade de valas de regadio.

Floração: Maio-Junho.

Princípios activos: Mucilagem, taninos, alcalóides pirrolizidínicos, alantoína, ácidos fenólicos (rosmarínico, cafeico e clorogénico), colina, proteínas e saponinas.

Propriedades: Comestível (folhas jovens), vulnerária, cicatrizante, restauradora da pele, dos ossos e das cartilagens, adstringente, expectorante, hemostática, tóxica hepática, anti-diarreica, anti-reumatismal e relaxante.

Partes usadas: Folhas e raízes.

Usos: O uso interno não é de todo aconselhável devido à presença de alcalóides pirrolizínicos que causam danos irreparáveis no fígado; todavia, as folhas e os rebentos jovens são comestíveis, crus ou cozinhados, uma vez que neles a percentagem de alcalóides é mínima ou mesmo nula.

Medicinalmente, a raiz é mais activa. Fresca e sob a forma de emplastro, colhida antes da floração, é ideal para sarar fracturas ósseas. Colhida no Outono, seca e torrada, quando misturada com dente-de-leão e chicória produz um sucedâneo do café. As raízes também podem ser usadas em emplastros para tratar eczemas, inchaços, olheiras e varizes. São ideais no restauro dos tecidos cutâneos, mas, e apesar do uso que tradicionalmente se lhes dá, a consolda não deve ser usada sobre gretas e feridas abertas.

Internamente, e em doses mínimas, as folhas secas tratam doenças pulmonares e hemorragias. A consolda não deve ser decoctada, apenas infundida ou macerada, devido à presença de taninos e de macilagem, e para tal devem ser usados recipientes de inox ou barro, nunca de ferro ou alumínio.

A alantoína tem sido muito explorada pela indústria cosmética pela sua acção dermo-regeneradora.

Curiosidades: O nome Symphytum provém do Grego e significa «consolidar», em alusão ao seu poder curativo sobre os ossos. Antigamente era conhecida pelo nome de «conferva», que significa «unir continuamente», palavra que ainda hoje se manifesta em língua inglesa, comfrey, ou no português, confrei.

Noutros tempos, as amas-de-leite aplicavam as raízes desta planta directamente sobre os seios gretados.

Esta planta não deve ser misturada com outras que também contenham alcalóides pirrolizínicos, como por exemplo a agrimónia e a erva-de-santiago, nem com eucalipto.

Os seus caules e folhas formam um composto formidável para adubar as batateiras. A água da maceração das folhas (uma semana) é uma rega excelente para enriquecer o chão dos tomateiros.

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