Ervas-viperinas (Echium spp.)

Flora silvestre portuguesa

Espécie: Echium gaditanum Boiss,
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Lamiales
Família: Boragináceas
Sinonímia: Não encontrada.
Nomes comuns: Erva-viperina, soagem-viperina, chupa-mel.
English name: Viper’s bugloss

Esta bela boraginácea constitui um bom exemplo daquilo que é designado por “Teoria das Assinaturas”, ideia segundo a qual todos os seres são marcados por Deus de acordo com o papel que desempenham no mundo. Este modelo de pensamento prende-se com a mimésis, principal característica da magia medieval, num jogo de padrões metonímicos, em que a causa e o efeito se tornam unos e em que o veneno e o seu antídoto se imitam mutuamente, como que a evidenciar a sua ligação. O formato das sementes desta planta, bem como o das suas flores, foi comparado à imagem de uma cabeça de serpente, pelo que na Idade Média julgava-se que o seu consumo curaria qualquer mordedura de víbora.

Identificação: Plantas bianuais, ásperas, crescem até cerca de 60/70 cm, de caule erecto, coberto de pêlos não urticantes, pontilhados de vermelho-escuro. Desenvolvem-se a partir de rosetas de folhas basais estreitas e igualmente vilosas. Inflorescências em forma de rácimos alternos. As flores, zigomórficas, tubulares, de estames longos e de pétalas também vilosas, são inicialmente de tom violeta mas, com a perda de néctar, tornam-se roxas ou azuladas. A espécie E. creticum ostenta apenas um estame, no máximo dois, e possui frequentemente apenas flores no ápice do caule, estando este coberto por folhas lanceoladas, estreitas, alternas e vilosas, mas não urticantes.

Tipo fisionómico: Hemicriptófitos.

Distribuição: Nativa da Europa e da Ásia.

Flora silvestre portuguesa

Espécie: Echium creticum L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Lamiales
Família: Boragináceas
Sinonímia:Não encontrada.
Nomes comuns: Erva-viperina, soagem-viperina, chupa-mel.
English name: Viper’s bugloss

Habitat: Surgem espontanemente em terrenos soalheiros e alcalinos, prados terofíticos, ruderais.

Floração: Abril/Setembro.

Princípios activos: Equinina, alcalóides (equina e alantoína), nitratos, taninos, anthosyanis e mucilagem.

Propriedades: Anti-inflamatória, anti-histamínica, diaforética, peitoral, anti-tússica, tintureira e anti-fúngica.

Partes usadas: Folhas e flores.

Usos: Como anti-inflamatórias são usadas no tratamento de eczema, urticária e forúnculos, sob a forma de tintura e cataplasmas dermatológicos. Recomenda-se apenas o uso externo, embora não sejam consideradas propriamente tóxicas.

Como tintureiras, as raízes fornecem um pigmento vermelho.

Curiosidades: Devido à presença de um químico, o anthosyanis, as flores à medida que envelhecem mudam de cor, de violeta para roxo, constituindo um sinal para os insectos de que se encontram desprovidas de néctar.

Apesar de apresentarem alguma toxicidade, há quem considere as suas folhas afrodisíacas e as consuma cruas em saladas. As folhas são colhidas no verão e podem ser secas ao sol para uso durante o Inverno.

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