Cenoura-silvestre (Daucus carota L.)

flora silvestre portuguesa

Espécie: Daucus carota L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Apiales
Família: Apiáceas (umbelíferas)
Sinonímia: Daucus carota L. ssp. maximus.
Nomes vernáculos: Cenoura-selvagem, cenoura-silvestre, cenoura-dos-campos, cenoura-brava.
English name: Wild carrot.

Parente próxima da cenoura doméstica (Daucus sativa L.), esta umbelífera cresce espontaneamente nos campos e nos ruderais. Embora o seu consumo não ofereça contra-indicações, a sua procura não é isenta de perigos, uma vez que da extensa família a que pertence, a das Apiáceas, fazem parte diversas plantas tóxicas que com ela se confundem…

Identificação: Pode atingir cerca de 70 cm de altura. Possui folhas tripartidas, muito divididas e pubescentes. A sua raiz é avermelhada, alaranjada ou mesmo branca. Distingue-se principalmente pela sua umbela de pequeníssimas flores brancas de cinco pétalas e de cálice reduzido. No centro da umbela sobressai um pequeno conjunto de flores estéreis de tom arroxeado.

Tipo fisionómico: Terófito

Distribuição: Euroásia e bacia do Mediterrâneo.

Habitat: Encontramo-la nas bordaduras de bosques, ruderais e matagais.

Floração: Maio/Junho

Princípios activos: Vitaminas A, B1, B2, C, D e K, proteínas e sais minerais. Mucilagens, pectinas e beta-caroteno. Daucol, pinenos, limoneno, ácido isobutírico, furanocumarinas e carotol, entre outros. Contém uma elevada percentagem de glícidos ricos em fitosteróis e tocoferóis.

Propriedades: Comestível (raiz), diurética, vermífuga, obstipante e carminativa, galactogénica (sementes), anti-séptica e anti-tússica.

Partes usadas: Raiz e sementes.

Usos: Gastronómico e forrageiro. Medicinalmente, é usada no combate à tosse, como anti-diarreico e em infecções cutâneas.

Formas de utilização: Principalmente na alimentação, mas também sob a forma de cataplasma (raiz) sobre infecções cutâneas e em xarope para a tosse.

Curiosidades: Tem existido alguma confusão entre a cicuta, sobretudo o Conium maculatum L., umbelífera venenosa (ver monografia), e a cenoura-selvagem, o que leva muita gente a tomar aquela por esta, com resultados muitas vezes trágicos.

O óleo das sementes é muito usado na perfumaria francesa.

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