Embude (Oenanthe crocata L.)

Flora silvestre portuguesa

Espécie: Oenanthe crocata L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Apiales
Família: Apiáceas (umbelíferas)
Sinonímia: Oenanthe crocata L. var. crocata; Oenanthe crocata L. var. oligactis Lange.
Nomes vernáculos: Embude, abodil, rabaçol, prego-do-diabo, salsa-dos rios, canafreicha, enanto.
English names: Water dropwort.

Herbácea enganadora, outrora usada na execução de criminosos e em estranhos rituais de suicídio…

Identificação: Assemelha-se bastante ao aipo e pode com este ser confundido. O embude, de raízes perenes, vegeta sobretudo em zonas pantanosas e ripícolas. Alcança uns 70 cm de altura e distingue-se pelas suas umbelas brancas, que podem chegar aos trinta raios, caules robustos, de secção quadrangular e estriados. Folhas muito divididas e verde-escuras. As suas flores têm um odor semelhante ao do vinho.

Tipo fisionómico: Geófito.

Distribuição: Europa. Comum no Ocidente europeu.

Habitat: Ruderais, zonas ripícolas, matagais, preferencialmente locais húmidos.

Floração: Abril/Junho.

Princípios activos: Oenanthotoxina, furfural (raiz), beta- felandreno, felandral, álcoois acíclicos etilénicos

Propriedades: Neurotóxica.

Partes usadas: Raiz.

Usos: Usada como veneno contra ratos.

Curiosidades: Embora a sua toxicidade seja extremamente elevada, fazendo com que o embude seja considerado a planta mais venenosa no Reino Unido, os princípios tóxicos encontram-se em maior concentração no suco leitoso das raízes e dos caules. Quanto às folhas, apesar de não serem seguras para o Homem, são normalmente procuradas pelo gado.

O designado “sorriso sardónico”, normalmente associado ao tétano, surge igualmente como sintoma de intoxicação por embude ou estricnina.

Na Sardenha fenícia, o embude era utilizado em rituais de suicídio praticados por aqueles que, devido à idade ou a outras causas, se tornavam incapazes de se auto-sustentarem. Também usado como pena capital.

Devido ao facto de o seu odor se assemelhar ao do vinho, o seu nome científico deriva dos vocábulos gregos oinos (vinho) e anthos (flor).

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