Acanto (Acanthus mollis L.)

flora silvestre portuguesa

Espécie: Acanthus mollis L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Scrophulariales
Família: Acantáceas
Sinonímia: Não encontrada.
Nomes comuns: Acanto, erva-carneira, erva-gigante.
English names: Bear’s breeches, acanthus.

Plínio tratava-o simplesmente por Acanthus; Lineu chamou-lhe Acanthus mollis. Calímaco, arquitecto ateniense (c. 500 a.C.), inspirou-se nas suas folhas amplas e recortadas para decorar os capitéis dos templos, transformando-o num emblema por excelência do estilo Coríntio. Os mitos crêem-no nascido das lágrimas de Helena de Troia; as suas flores espinhosas evocam a superação dos problemas, a vitória face às provações da vida e a dignidade na morte. A sua imagem acompanhou o Homem desde a Grécia Antiga, espreitando-o  das iluminuras, vigiando-o através de azulejos, de pinturas, de esculturas e de talha dourada. A sua presença é uma constante onde quer que a luz e as sombras travem batalhas pela posse da alma humana.

Identificação: Planta vivaz, pode atingir 1,5 metro de altura, partindo de uma roseta de folhas basais, muito grandes, largas e recortadas. Cada acanto produz uma única espiga de flores brancas de cálice longo e rosado.

Tipo Fisionómico: Hemicriptófito.

Distribuição: Europa e Médio Oriente.

Habitat: Surge em ruderais, caminhos, matos, clareiras. Cultivada como ornamental.

Floração: Maio/Junho.

Princípios activos: Mucilagem, pectina, sais minerais, tanino, glícidos e resinas.

Propriedades: Anti-hemorroidal, expectorante, anti-inflamatória, anti-diarréico e cicatrizante/vulnerário.

Partes usadas: Flores e folhas.

Usos: Ornamental. Excelente como tónico facial, em lavagem de pele com eczema. Picadoflora silvestre portuguesa e aplicado directamente sobre feridas inflamadas, contusões, queimaduras ligeiras e reumatismo. Em creme ou óleo é um excelente cicatrizante em casos de hemorroidal. Também usada na diarreia e inflamações respiratórias (infusão).

Curiosidade: Os carrilhões do Convento de Mafra, produzidos em Itália no século XVIII, têm folhas de acanto esculpidas no seu mecanismo.

O nome «acanto» provém do Grego acanthos e significa «espinho».

A polinização desta planta é entomófila, e sua dispersão é autocórica. Quando maduras, as cápsulas não apenas abrem como “explodem”, arremessando as sementes negras em todas as direcções, chegando a atingir vários metros de distância.

Os espinhos escondidos nas axilas das flores inspiraram mitos na Antiguidade. Os Antigos Gregos associavam o acanto às provações da vida e à morte.

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