Galinhas-gordas (Chenopodium murale L.)

flora silvestre portuguesa

Espécie: Chenopodium murale L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Caryophyllales
Família: Chenopodiaceae
Sinonímia: Não encontrada.
Nomes vulgares: Farinheira, galinhas-gordas, pedegoso, pé-de-ganso.
English name: Goosefoot.

Tal como sucede com a bem conhecida quinoa, também ela do género Chenopodium, as sementes das galinhas-gordas podem da mesma forma ser consumidas cozidas ou até farinadas.

Identificação: De caule erecto, muito ramificado e estriado, as galinhas-gordas apresentam folhas de diferentes dimensões, largas, de margem irregularmente dentada. À medida que a planta se desenvolve, até à altura de cerca de 2m, mais facilmente se torna reconhecível pelo aspecto empoeirado da inflorescência e do verso das folhas, como se estivesse coberta de farinha, o que lhe valeu a alcunha de “farinheira”. As flores, hermafroditas e de reduzidas dimensões, surgem numa espiga ou panícula de aspecto muito denso e com uma coloração entre o verde e o rosado. Na Península de Lisboa foi igualmente identificada a espécie C. álbum (catassol), de folhas mais estreitas e glaucas e flores igualmente glaucas.

Tipo Fisionómico: Terófito.

Distribuição: Com origem na Ásia meridional, encontra-se disseminado pela região mediterrânica e Américas.

Habitat: Ruderal, de preferência em locais húmidos.

Floração: Abril-Setembro.

Princípios activos: Saponinas, ácido oxálico,

Propriedades: Comestível, quando cozinhada.

Partes usadas: Folhas jovens e sementes.

Usos: Apenas gastronómico.

Curiosidades: Algumas tribos asiáticas usam esta e outras plantas que contenham saponinas em maior quantidade, para atordoarem os peixes e assim pescarem-nos com maior facilidade.

O ácido oxálico pode em maior quantidade bloquear a absorção dos nutrientes, no entanto o cozimento neutraliza quer este ácido quer as saponinas, como acontece no caso do feijão, mas ainda assim não deve ser consumido por quem sofra de problemas renais, reumático e gota.

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