Hera (Hedera helix L.)

Espécie: Hedera helix L.  Divisão: Magnoliophytas Classe: Magnoliopsidas Ordem: Apiales Família: Araliaceae Sinonímia: Hedera hélix L. ssp. canariensis (Willd.) P. Cout Nomes vulgares: Hera, hera-matizada. English name: Ivy.

Espécie: Hedera helix L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Apiales
Família: Araliaceae
Sinonímia: Hedera hélix L. ssp. canariensis (Willd.) P. Cout
Nomes vulgares: Hera, hera-matizada.
English name: Ivy.

Espiral telúrica, emblema da morte e do eterno retorno, do nigredo ao albedo, do chão ao céu.

Identificação: Fanerófito escandente, de raízes aéreas e lenhosas, chega a tingir cerca de 20 m de comprimento. Apresenta as tão características folhas coriáceas e palmatilobadas (ramos estéreis) ou lanceoladas (ramos férteis), alternas e simples, revestidas por pêlos curtos e estrelados, o que lhes confere um toque ligeiramente áspero. As flores, amarelo-esverdeadas, brotam em umbelas. São pentâmeras, de sépalas curtas e persistentes durante a frutificação. O fruto é uma baga negra. Existem espécies variegadas.

Tipo Fisionómico: Microfanerófito.

Distribuição: Eurásia temperada.

Habitat: Matagais, florestas, margens de cursos de água, muros.

Floração: Setembro-Outubro.

Princípios activos: Glucósidos, ácidos málico, clorogénico e fórmico, gomorresina, hederina, sais minerais, taninos e foliculina, entre outros.

Propriedades: Tintureira, cicatrizante, tónica, emética, emenagoga, anti-reumatismal, antipirética, antibacteriana, anti-celulítica, vasoconstrictora, antiespasmódica, anti-transpirante, e acima de tudo tóxica.

Partes usadas: Folhas frescas, frutos e hastes descascadas.

Usos: Limitada ao uso externo e, ainda assim, não sem precauções, dada a sua elevada toxicidade, embora não seja aparentemente tóxica para os herbívoros.

A decocção das folhas e das hastes (sem ritidoma) é um excelente tónico para escurecimento do cabelo e tratamento de lãs escuras. Em emplastros ou em tintura, os frutos são aplicados sobre zonas afectadas pelo reumático, eczema, furúnculos e nevralgias. Em pomada, são usados no combate à celulite e como anti-transpirante.

Curiosidades: A hera, homónima da deusa grega esposa de Zeus, era na época clássica associada ao deus Dionísio, à semelhança da vinha, pelo seu carácter transcendente, místico e revelador das esquinas do inconsciente. Ao longo da História, e sobretudo na arte, a hera tem sido conotada com a morte e a putrefacção, nunca no sentido terminal e definitivo, uma vez que comporta no seu crescimento ascendente e trepador as ideias de eterno retorno e de metempsicose, significando «transformação» e não «fim». Podemos apreciá-la como escultura fúnebre, quer em cemitérios, como no dos Prazeres, em Lisboa, ou em antigas necrópoles romanas, quer em cenários de cunho filosófico, como a Quinta da Regaleira, em Sintra.

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