Agrião-do-rio (Rorippa nasturtium-aquaticum (L.) Hayek.)

flores silvestes

Espécie: Rorippa nasturtium-aquaticum (L.) Hayek.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Capparales
Família: Crucíferas (Brassicáceas)
Sinonímia: Rorippa nasturtium Beck.; Sisymbrium nasturtium Thunb.; Nasturtium officinale R. Br. in W. T. Aiton.
Nomes comuns: Agrião-de-água, agrião-do-rio, agrião-das-fontes, rabaça-dos-rios.
English name: Watercress.

Delicioso, nutritivo, tónico, restaurador da sanidade perdida. Parece que este habitante das margens dos rios, mais aparentado com a cardamina do que com o agrião comum, supera ambos em propriedades mágicas e medicinais.   

Identificação: Herbácea perene, verde-escura, de folhas brilhantes, divididas em segmentos ímpares, ovado-lanceolados, de margem ligeiramente dentada, apresenta caules ocos e inflorescências em forma de corimbos densos, de pequenas flores tetrâmeras e brancas. O fruto é uma síliqua de cerca de 18 mm.

Tipo fisionómico: Helófito.

Distribuição: Nativa da Eurásia, actualmente cosmopolita.

Habitat: Ripícola. Achamo-la em margens de cursos de água.

Floração: Março-Junho.

Princípios activos: Glucosinolatos, flavonóides, vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, B9 C, D, E e K, ferro, cálcio, sódio, zinco, magnésio, fósforo, potássio, manganês, enxofre, beta caroteno, iodo e fibras.

Propriedades: Antiescorbútica, nutritiva, estimulante, antioxidante, anti-cancerígena e diurética.

Partes usadas: Folhas e flores.

Usos: As folhas e os corimbos floridos são extremamente nutritivos, podendo ser consumidos crus em saladas ou cozinhados em sopas, etc. Medicinalmente, o agrião-do-rio, tal como o agrião-comum, fornece um suplemento considerável de vitamina C. É diurético e expectorante.

Curiosidades: Tal como sucede em relação à cardamina e ao agrião-comum, o agrião-do-rio não deve ser consumido caso cresça nas proximidades de estrumes ou qualquer outra matéria orgânica em decomposição, como por exemplo compostagens, visto ser suscetível de albergar parasitas nas suas folhas. Convém, em todo o caso, deixá-lo de molho em  vinagre antes de ser consumido.

O Talmude judaico refere esta planta como sendo hemostática se misturada com vinagre.

O folclore de Dingle (Irlanda) indica o agrião-do-rio, que cresce nos poços, como antídoto da loucura (National Folklore Collection, University College Dublin).

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