Jarro (Zantedeschia aethiopica (L.) Spreng.)

flores silvestres

Espécie: Zantedeschia aethiopica (L.) Spreng.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Liliopsidas
Ordem: Arales
Família: Aráceas
Sinonímia: Calla aethiopica L.; Richardia africana Kunth; Richardia aethiopica (L.) Spreng.; Colocasia aethiopica (L.) Spreng. Nomes comuns: Árum, jarro.
English name: Arum lily.

Promete abundância, oferece veneno. Os insectos incautos sucumbem ao ardil dourado do seu nutritivo néctar que os sacia até à morte.

Identificação: Esta liliopsida, ao contrário da maioria das plantas da sua classe, apresenta folhas grandes, largas e sagitadas, por vezes manchadas de branco ou de verde mais escuro, inteiras e com uma nervura central muito marcada que se divide em três a partir do pedúnculo. A sua espata (inflorescência), branca ou amarelada, abra-se à semelhança de um cálice de onde sobressai um espádice (androceu unido) carregado de pólen que atrai os insectos que a fecundarão. Quando madura, a espata murcha e desaparece, revelando bagas avermelhadas muito tóxicas, o resultado da fecundação das flores femininas que até então haviam permanecido ocultas sob ela.

Tipo fisionómico: Geófito.

Distribuição: Oriunda da África do Sul, encontra-se hoje por quase todo o mundo, com principal incidência na Europa e na Ásia.

Habitat: Encontra-se em terrenos húmidos, ruínas, ruderais e bosques.

Floração: Março/Maio, podendo já se encontrar em floração em Fevereiro.

Princípios activos: O rizoma é muito nutritivo, uma vez que contém grande percentagem de fécula. Os alcalóides tóxicos podem ser neutralizados pela fervura.

Propriedades: Decorativa e nutritiva.

Usos: Ornamental. O rizoma é comestível após várias fervuras.

Partes usadas: Flores (ornamental) e rizomas (parte comestível).

Curiosidades: O árum não é exactamente uma planta carnívora, embora aprisione os insectos no interior da sua enorme espata, através do fechamento dos filamentos da entrada. Deste modo, podemos dizer que os insectos dão involuntariamente a vida para fecundarem esta enigmática planta.

A sua forma tubular aberta remete-nos para a do cálice ou jarro, o que faz com que o árum esteja ligado à simbologia da abundância. Com efeito, a fécula dos seus rizomas já foi muito procurada em épocas de escassez, como a que os franceses viveram na durante a Revolução Francesa, no período do Terror.

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