Rábano-silvestre (Raphanus raphanistrum L. ssp. raphanistrum)

flores silvestres

Espécie: Raphanus rapahnistrum L. ssp. raphanistrum
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Capparales
Família: Crucíferas (Brassicáceas)
Sinonímia: Raphanus microcarpus (Lange) Willk.
Nomes comuns: Rábano-silvestre, labredo, saramago, labresto-branco, rabão, ineixa, cabrestos.
English name: Wild radish.

Com um sabor semelhante ao da mostarda, este seu parente não lhe fica atrás.

Mais um exemplo notável de sobrevivência vegetal num ambiente cada vez mais antropizado.  

Identificação: Herbácea anual, de crescimento erecto e ramificado a partir de um tufo arrosetado de folhas basais, verde-escuras, lirado-penatissectas, no máximo com oito pares de segmentos. Apresenta caules esparsamente pubescentes, com pêlos longos e rígidos, mas não aguçados, que se adensam um pouco sobre os pedúnculos e cálices. As inflorescências, que surgem sob a forma de cachos terminais e erectos, compostos por uma média de vinte flores, ostentam um perianto de quatro pétalas brancas e estreitas, raiadas de roxo, um androceu de seis estames, e sépalas avermelhadas/rosadas. As pétalas, longas, apresentam ainda uma invulgar forma romboidal mais ou menos acentuada. O fruto é um bilomento (vagem indeiscente) erecto.

Tipo fisionómico: Terófito.

Distribuição: Europa, Norte d’África e Macaronésia, com excepção de Cabo-Verde.

Habitat: Ruderais e margens-de-caminhos.

Floração: Abril-Novembro.

Princípios activos: Proteínas, vitaminas A, B1, B2, B6 e C, potássio, cálcio, enxofre, fósforo, sódio, cloro, magnésio, ferro e silício.

Propriedades: Colagoga, antibiótica, anti-reumatismal, anti-osteoporose e nutritiva.

Partes usadas: Raízes, folhas e sementes.

Usos:  Semelhante ao rabanete (R. sativus), é muito apreciado a nível gastronómico. As folhas jovens e basais também podem ser cozinhadas. As sementes podem ser usadas em substituição das da mostarda e fornecem igualmente um óleo alimentar. As flores tanto podem ser cozidas, em substituição dos brócolos, como usadas frescas como aromatizante em saladas.

Curiosidades: As folhas são ligeiramente picantes e, embora possam ser usadas com segurança na alimentação humana, são ligeiramente tóxicas para o gado, que as consome cruas.

A presença do glicósido sinigrina, a par da enzima mirosina, confere-lhes um sabor semelhante ao da mostarda, embora não tão acentuado (consultar a este respeito a monografia da Brassica nigra).

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