Ruínas (Cymbalaria muralis P. Gaertner.)

flores silvestres

Espécie: Cymbalaria muralis P. Gaertner.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Caryophyllales
Família: Caryophyllaceae
Sinonímia: Linaria cymbalaria (L.) Mill; Antirrhinum cymbalaria L.
Nomes vulgares: Ruínas.
English name: Kenilworth Ivy

Pequenos nichos românticos que enfeitam delicadamente a aridez das calçadas e os postigos abandonados, assim são as ruínas, frequentadoras assíduas dos velhos muros e de lugares cheios de História, suavizam o olhar de quem por elas passa.

Identificação: Herbácea bianual, glabra, de crescimento prostrado, pode ultrapassar os 55 cm de comprimento. De talos finos e avermelhados, apresenta folhas pecioladas e alternas, reniformes (em forma de rim) e lobadas (em média seis lóbulos). As flores, zigomórficas, pequenas e solitárias, entre o branco e o lilás e com palato amarelo, surgem nas axilas das folhas. O androceu apresenta quatro estames e o seu fruto corresponde a uma cápsula globosa.

Tipo Fisionómico: Terófito.

Distribuição: Endemismo mediterrânico.

Habitat: Ruínas, calçadas sombrias, bermas dos caminhos.

Floração: Março-Outubro.

Princípios activos: Flavonóides e alcalóides, ácido tânico, tartárico, antirrínico e acético e vitamina C.

Propriedades: Anti-escorbútica, hemostática, diurética e vulnerária. Ligeiramente tóxica.

Partes usadas: Folhas e flores.

Usos: Gastronomicamente, as folhas podem ser consumidas secas, como ervas aromáticas em saladas, visto possuírem alguma toxicidade que desaconselha o seu consumo mais alargado.

Como planta tintureira, das suas flores obtém-se um pigmento amarelo de pouca duração.

O seu uso mais comum é externo. Um polmo feito da sua seiva misturada com farinha serve para estancar o sangue e ajudar na cicatrização de feridas. Na Índia é utilizada no controlo da diabetes.

Também usada em tempos como antiescorbútico (infusão das flores).

Curiosidades: As ruínas têm sofrido as consequências do uso indiscriminado de herbicidas por parte das juntas de freguesia (mondas químicas). Este método de irradicação de ervas consideradas daninhas, não só se revela ineficaz a médio prazo contra as espécies alógenas mais competitivas, como coloca em perigo alguns endemismos, isto para além de ser fonte de problemas respiratórios, cancerígenos e dermatológicos e de em nada contribuir para a limpeza das calçadas, deixando atrás de si um rasto de aridez e lixo.

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