Madressilva (Lonicera periclymenum L.)

flores silvestes

Espécie: Lonicera periclymenum L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Dipsacales
Família: Caprifoliaceae
Sinonímia: Existem diversas espécies dentro do género Lonicera.
Nomes vulgares: Madressilva, madressilva-das-boticas.
English name: Honeysuckle.

O inebriante perfume de uma fada dos bosques que entusiasmou Dioscórides e fez Culpeper duvidar.

Identificação: Trata-se de um arbusto caducifólio e sarmentoso (de caules lenhosos), que cresce apoiado na vegetação circundante, sendo que na maioria das vezes não ultrapassa os 3 metros de altura. Apresenta folhas opostas, lanceoladas e pecioladas, ao contrário de outras espécies do mesmo género que as têm sésseis. São sempre simples e de margem inteira. As flores, muito perfumadas, de cor creme ou amareladas, rosadas antes da ântese, formam verticilos terminais. O cálice é pentalobado; a corola forma um tubo de abertura bilabiada. O androceu é composto por cinco estames muito longos e epigínicos. O fruto é uma pseudo-baga vermelha.

Tipo Fisionómico: Nanofanerófito.

Distribuição: Europa mediterrânica, Norte de África e Ásia.

Habitat: Com preferência por solos ácidos, encontramo-la em florestas antigas, matos ombrófilos, bordaduras de bosque e cursos de água.

Floração: Maio-Julho.

Princípios activos: Glicósidos, ácido salicílico, mucilagem, taninos e flavonóides. O óleo das flores contém linalol, glícidos, e jasmona (cetona).

Propriedades: As folhas são laxantes, anti-sépticas, diuréticas, anti-tússicas e expectorantes. As flores são calmantes, antiespasmódicas e melíferas. Toda a planta é sudorífera, emética e diurética. Os frutos são tóxicos.

Partes usadas: Folhas e flores.

Usos: As flores e as folhas são empregues na redução do ácido úrico, como laxantes suaves e sobretudo como expectorante. As flores devem ser postas a secar à sombra e depois carreadas com recurso a um óleo vegetal ou então usadas em infusões calmantes e anti-tússicas. As folhas são utilizadas na cicatrização de aftas e em casos de laringite e faringite, tomadas em infusões à razão de 15 gramas por litro de água. A medicina tradicional chinesa prescreve a madressilva para alívio das dores provocadas pelo reumático, bem como intoxicações, diarreias constipações, gripes e laringites.

Hoje em dia o seu uso medicinal caiu no esquecimento e apenas a indústria perfumeira faz uso das suas flores.

Quase todas as espécies do género Lonicera são de uso ornamental e, por isso, muito cultivadas em jardins pelo seu perfume.

Curiosidades: Dioscórides indicava a madressilva para a asma e problemas hepáticos. Já Culpeper afirmava que bastava provarmos uma das suas folhas para acreditarmos que esta nos provocaria uma ferida na garganta em vez de cicatrizar fosse o que fosse…

Nos florais de Bach, a essência da madressilva é usada contra os sentimentos de saudosismo e nostalgia.

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