Luzerna-preta ( Medicago polymorpha L.)

flores silvestres

Espécie: Medicago polymorpha L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Sinonímia: Medicago hispida Gaertn; Medicago aculeata Gaertn; Medicago nigra Willd.
Nomes comuns: Carrapiço, luzerna, trevo-negro, luzerna-preta, carriço.
English name: Toothed bur-clover.

Parente próxima da já tão geneticamente modificada alfafa (M. sativa), a luzerna-preta, comum nos nossos campos, é a sua melhor alternativa, tanto para alimentação do gado como para consumo humano.

Identificação: Herbácea rasteira, de crescimento geralmente semi-prostrado, de caules muito finos, folhas trilobadas, de segmentos romboidais a oblanceolados, de arestas distais serradas, apresenta flores papilionáceas amarelas, solitárias ou mais frequentemente agrupadas em cimeiras de duas ou três. O fruto é uma vagem helicoidal coberta por tubérculos agudos e erectos, inicialmente flexíveis, que se tornam espinhosos com a secagem.

Tipo Fisionómico: Terófito.

Distribuição: Toda a Europa e Norte de África. Hoje subcosmopolita.

Habitat: Prados incultos ou cultivados, margens de caminhos, relvados húmidos.

Partes usadas: Folhas, rebentos e flores.

Floração: Março-Julho.

Princípios activos: Proteínas, hidratos de carbono, vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, B9, C, E, K, cálcio, ferro, zinco, fósforo, magnésio e sódio.

Propriedades: Forrageira e nutritiva.

Partes usadas: Toda a planta.

Usos: Para além de ser cultivada como forragem, a luzerna-preta é um alimento saboroso e nutritivo, podendo ser consumida crua ou cozinhada, ideal para juntar a sopas, saladas e omeletes. Utilizam-se principalmente as folhas jovens e os rebentos (sementes germinadas), muito semelhantes aos da soja, podendo ser empregues da mesma forma, com a vantagem do seu baixo valor calórico. A goma da luzerna-preta, tal como a da alfafa é usada como espessante na confecção de gelados, cremes e sopas.

Curiosidade: O nome «luzerna» advém do Latim «lucerna», candeia cerâmica ao estilo romano, cuja forma se assemelha à da “lâmpada de Aladino”, algo que é sugerido pela morfologia das flores papilionáceas, à qual, neste caso, acresce o tom amarelo-vivo com que esta fabácea ilumina os prados onde vegeta.

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