Corriolas (Convolvulus spp.)

flores silvestres

Espécie: Convolvulus arvensis L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Solanales
Família: Convolvulaceae
Sinonímia: Convolvulus arvensis L. ssp. crispatus Franco.
Nome comum: Corriola, trepa-trepa, verdeselha, verdisela, garriola, engatateira, estende-braços.
English name: Field bindweed.

Encontrá-la é como tentar percorrer com o olhar o corpo da Hidra, por entre uma miríade de estrelas solitárias. Frágil e difusa, estende-se tímida e delicadamente sobre a vegetação que a cerca, num emaranhado suave e florido que algumas vezes aparenta não lhe pertencer.   

Identificação: Herbáceas perene e escandentes, de renovação anual. A C. arvenses apresenta folhas de base sagitada e ápice de obtuso a lanceolado. A C. althaeoides possui folhas vilosas, sub-sésseis ou pouco pecioladas, sendo as superiores lobadas a penatissectas. As flores, solitárias e simpétalas ostentam uma forma infundibuliforme (campânulas), de um tom branco ligeiramente rosado antes da ântese, na primeira espécie, e lilases ou rosa na segunda. O fruto é uma cápsula.

Tipo Fisionómico: Hemicriptófitos.

Distribuição: Subcosmopolitas.

Habitat: Ruderais, muros, sebes, locais húmidos, parcialmente sombrios, terrenos incultos ou cultivados, jardins.

flora silvestre

Espécie: Convolvulus althaeoides L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Solanales
Família: Convolvulaceae
Sinonímia: Não encontrada.
Nome comum: Corriola-rosada, campainhas.
English name: Morning glory.

Floração: Abril-Setembro.

Princípios activos: Resina, flavonóides, alcalóides, taninos e ácido caféico.

Propriedades: Colagoga, diurética, laxante, ligeiramente narcótica, anti-histamínica, vulnerária, antipirética, hipotensivo, circulatório e anti-hemorrágica.

Partes usadas: Raízes (resina), flores e folhas.

Usos: As flores e as folhas sob a forma de tisana fria são laxantes. A tisana das flores é vulnerária e antipirética, usada no tratamento de feridas e febres. A tisana das folhas é empregue topicamente sobre as picadas de insectos, particularmente de aranhas. Internamente é usada em caso de dismenorreia. A resina das raízes é laxante, colagoga e diurética, tomada como digestivo. A corriola-rosada é particularmente vulnerária, purgativa, colagoga e febrífuga. O uso interno destas espécies requer algumas precauções em termos de dosagem e duração dos tratamentos.

Curiosidades: Como tintureira, a corriola fornece um pigmento verde. Emprega-se a planta completa juntamente com sal e vinagre. Eficaz no tingimento de lãs e linho.

Existe uma variedade, a C. arvensis var. linearifolius, cujas folhas são mais estreitas.

Numa das histórias dos irmãos Grimm, Our Lady’s Little Glass, a personagem principal toma vinho aromatizado com flores de carriola.

Esta planta é usada no fabrico de um licor, o Noyeau, produzido na América Central, de onde provavelmente a corriola é originária. O seu valor narcótico é muito ligeiro e para se manifestar exige maiores concentrações, ainda assim é usada como enteógeno xamânico por diversas comunidades ameríndias.

Apesar da sua utilidade medicinal e beleza, esta planta é bastante competitiva e pode causar distúrbios no habitat de outras plantas, facto que até agora não se tem verificado nas comunidades herbáceas em Portugal.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Convolvuláceas com as etiquetas , , , . ligação permanente.

2 respostas a Corriolas (Convolvulus spp.)

  1. Pingback: Convolvulaceae (Convolvuláceas) | Herbalist

  2. Pingback: Convolvulaceae (Convolvuláceas) | Herbalist

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s