Bons-dias (Ipomoea indica (Burmann) Merrill.)

flores silvestres

Espécie: Ipomoea indica (Burmann) Merrill.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Solanales
Família: Convolvulaceae
Sinonímia: Ipomoea acuminata (Vahl) Roem et Schult; Ipomoea cathartica Poir, Ipomoea congesta R. Br..
Nome comum: Bons-dias, glória-da-manhã
English name: Ocean blue-morning. glory.

Frequentadora dos muros e dos silvados, a esta elegante trepadeira têm sido atribuídos usos bastante insólitos no outro lado do oceano, de onde é nativa. Tida como enteógena, é na América Central usada em rituais de voodoo e jogos de azar. Em terras europeias, contudo, o seu valor fica-se pela decoração e pela tinturaria de lãs e linho, aos quais empresta um tom lilás-cínzeo, verdadeiramente transcendental.  

Identificação: Herbácea perene e escandente, de renovação anual. Apresenta folhas tendencialmente cordadas ou lobadas (três lobos), sendo o central lanceolado ou ovóide. Flores lilases, grandes e solitárias, com pedúnculos longos, apresentam a forma de uma campânula.

Tipo Fisionómico: Hemicriptófito.

Distribuição: Nativa da América central, hoje distribuída pelo mundo tropical e pelas regiões temperadas do hemisfério Norte.

Habitat: Ruderais, muros, sebes, locais húmidos, parcialmente sombrios, terrenos incultos ou cultivados, jardins.

Floração: Abril-Novembro.

Princípios activos: Resina, alcaloides (ergonovina, ergina e ergolina), taninos.

Propriedades: Tintureira, psicoactiva, calmante.

Partes usadas: Flores e sementes.

Usos: Devido à sua toxicidade, é mais comummente usada como ornamental ou no tingimento de lãs e linho, obtendo-se um pigmento lilás mediante a fervura das flores juntamente com o tecido. Os mordentes que melhor se adaptam são o óxido de ferro, que lhe acentua a cor, o sal e o vinagre. As sementes contêm propriedades psicoactivas e tóxicas. Toda a planta é tóxica.

Curiosidades: A tonalidade obtida a partir desta planta varia consoante a quantidade de flor usada e o mordente, nunca sendo muito escura. Obtêm-se tons que vão desde o lilás ao cinza-rosado.

Os alcalóides presentes nas sementes são similares aos da cocaína. Como droga psicoactiva, era usada por Aztecas e Zapotecas em rituais xamânicos, divinatórios e como veneno psicoactivo em sacrifícios humanos.

No Haiti, a raiz da Ipomoea, chamada de «João-conquistador», é usada em rituais de voodoo que visam a sedução, e como amuleto em conquistas amorosas e jogos de azar.

Na Índia, um antigo tónico Ayurvédico, designado por «chyawamprash», era feito com base numa espécie do género Ipomoea e destinava-se a prolongar a vida, tornando-se conhecido sob o célebre nome de «elixir da vida eterna».

Existem aproximadamente quinhentas espécies deste género, entre elas a batata-doce, Ipomoea batatas.

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