Rícino (Ricinus communis L.)

flora silvestre

Espécie: Ricinus communis L.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Euphorbiales
Família: Euphorbiaceae
Sinonímia: Não encontrada.
Nome comum: Rícino.
English name: Castor oil plant.

O seu aspecto jurássico faz-nos pensar tratar-se de uma espécie pertencente ao passado, no entanto é no futuro que ela mais se projecta.

Identificação: Arbusto de aproximadamente 2 metros de altura, por vezes ultrapassando-os, exibe folhas de enormes dimensões, pecioladas e alternas, verde-escuras a vermelhas muito escuras, algumas vezes quase negras, palminérveas e orbiculares, lobadas (cerca de 10 lobos) de ápice acuminado e margens serradas. O fruto é uma cápsula septicida espinhosa.

Tipo Fisionómico: Microfanerófito.

Distribuição: Sul da Europa, Norte de África.

Habitat: Matagais, arribas e ruderais.

Floração: Julho-Setembro.

Princípios activos: Triglicéridos e ricina.

Propriedades: Tóxica, purgativa, hidratante, insecticida (folhas), fungicida, emoliente, expectorante, anti-tússica e anti-caspa.

Partes usadas: Óleo das sementes.

Usos: O seu uso é essencialmente cosmético, mas também aplicado em casos de eczema e dermatite, entrando na composição de muitos cremes hidratantes. Usado nas têmporas, ajuda a melhorar as dores de cabeça. Pode ser tomado como laxante, embora seja um purgativo forte, usado em casos de envenenamento, não comporta riscos acrescidos para a flora intestinal, ao contrário do que sucede com o sene, por exemplo. Tem igualmente sido usado, quando processado, como substituto da manteiga de cacau.

O óleo é também usado para fazer biodiesel, para além de ser utilizado pela indústria espacial como lubrificante para propulsores de engenhos espaciais.

Do rícino também se obtém uma fibra para o fabrico de corda e nylon.

Curiosidades: As propriedades hidratantes do óleo de rícino, também conhecido por «óleo de castor», eram já conhecidas desde os primórdios da civilização egípcia, e crê-se que tenha sido utilizado por Cleópatra como cosmético. O famoso e medicinal Papiro de Ebers menciona-o como laxante. Também a medicina ayurvédica a prescreve para o mesmo efeito. Sendo precisamente um laxante muito forte, um purgativo, era usado como instrumento de tortura por parte dos Camisas Negras de Mussolini, na época da II Guerra Mundial.

Heródoto recomenda o óleo desta planta para tratamento da queda de cabelo.

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