Calaminta (Calamintha nepeta (L.) Savi ssp. nepeta)

flora silvestre

Espécie: Calamintha nepeta (L.) Savi ssp. nepeta
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Sinonímia: Calamintha officinalis (L.) Savi; Melissa nepeta L.; Calamintha byzantina K. Kosh., entre outras.
Nome comum: Calaminta, erva-das-azeitonas, nêveda.
English name: Lesser calamint.

Poucos a recordam ou tomam-na por erva-cidreira, mas a calaminta foi uma das ervas aromáticas e medicinais mais apreciadas na Idade Média. Sob a égide de Vénus, era usada na preparação de poções e amuletos que devolviam a beleza às mulheres.

Identificação: Herbácea perene, vivaz, vive em média três ou quatro anos. De caules castanho-cinza, vilosos, ascendentes ou decumbentes, ramificados deste a base, ostenta folhas curtas, opostas, ovóides/elípticas, de margem ligeiramente dentada, pouco vilosas e com estípulas semelhantes às folhas. As flores, claras, branco-rosadas ou vagamente lilases, são bilabiadas e possuem um cálice sustentado por um pedúnculo longo e composto por cinco sépalas dentadas, sendo que dois dos dentes são mais longos que os restantes. Formam um hipanto glabrescente de treze nervuras. Apresentam ovário súpero, tetralocular, e quatro estames convergentes. O fruto é um tetraquénio.

Tipo Fisionómico: Caméfito.

Distribuição: Europa e Ásia Menor.

Habitat: Taludes e orlas de bosques antigos, mas bem adaptada a qualquer tipo de solo e de luminosidade.

Floração: Abril-Dezembro.

Princípios activos: Mentona, pulegona, alfa-pineno, taninos, óleos essenciais, entre eles geraniol, linalol e citral, flavonóides, ácidos rosmarínico, ursólico e caféico.

Propriedades: Expectorante, antiespasmódica, carminativa, estomáquica, aromática, diaforética, tónica, adstringente, emenagoga e febrífuga.

Partes usadas: Folhas.

Usos: A calaminta é extremamente aromática e usada em perfumaria. As suas folhas, colhidas em Julho, pela manhã e durante a floração, e secas, fazem um chá adocicado, expectorante e carminativo, indicado para tratamento de distúrbios gástricos, gripes, constipações, dores reumatismais, insónia e depressão. Não deve ser tomada por mulheres grávidas, visto deter propriedades emenagogas que, em excesso, podem tornar-se abortivas.

Curiosidades: Poucos povos ainda a utilizam gastronomicamente. Na Itália, a calaminta é conhecida como «mentuccia», devido ao seu aroma muito semelhante ao da menta. Na cozinha meso-oriental, faz parte de uma mistura aromática que comporta outras lamiáceas, entre elas o orégão, e a que se dá o nome de «za’atar». No Irão, as mulheres ainda contam com ela para alívio das dores menstruais.

Um dos seus nomes populares, «erva-das-azeitonas», refere-se ao facto de em tempos ter sido muito usada como aromática na demolha das azeitonas.

Fitossociologicamente, a calaminta é uma velha companheira dos castanheiros, das oliveiras, do azinho, dos sobreiros, dos carrascos e dos pinheiros, fazendo parte da vegetação prístina da Península Ibérica.

Na Vila de Parede foi detectado apenas o exemplar da fotografia, numa calçada da Rua Almada Negreiros, todavia infectado com um fungo branco, pertencente ao género blumeria, que lhe é característico. Poderá tratar-se de uma espécie adventícia ou que tenha escapado ao cultivo.

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