Cruz-de-malta (Oenothera rosea L.)

flora silvestre

Espécie: Oenothera rosea L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Myrtales
Família: Onagraceae
Sinonímia: Não encontrada.
Nomes comuns: Não possui.
English name: Pink evening primrose.

Esta bela e aparentemente frágil onagrácea, deve o seu nome às propriedades curativas de que é portadora, que em nada ficam atrás das da sua parente próxima, a bem conhecida onagra.

Trata-se, pois, de uma das mais belas e terapêuticas plantas que podemos encontrar nas arribas da Praia das Avencas.

Identificação: Esta herbácea perene, que não ultrapassa os 45 cm de altura, de caule ligeiramente viloso, apresenta folhas simples, pecioladas e lanceoladas, medindo as basais cerca de 5 cm e as caulinares cerca de 3 cm. Podem por vezes apresentar-se ligeiramente dentadas. As flores solitárias ou reunidas em pequenos grupos terminais ou axiais, de um rosa intenso, captam bastante a atenção. O seu perianto é composto por quatro pétalas e quatro sépalas. O fruto é uma cápsula.

cruz-de-maltaTipo Fisionómico: Caméfito.

Distribuição: Espécie nativa das Américas, encontra-se naturalizada na bacia do Mediterrâneo, bem como noutros locais do globo.

Habitat: Frequentadora dos ruderais costeiros e bermas dos caminhos.

Floração: Abril-Outubro

Princípios activos: Extractos metanólicos, alcalóides, cumarinas e ácidos gordos (ácido gama-linolénico).

Propriedades: Cicatrizante, anti-séptica, antiespasmódica, emoliente, analgésica e comestível.

Partes usadas: Toda a planta.

Usos: A infusão desta planta pode ser utilizada tanto a nível interno como externo. Sob a forma de tisana é utilizada para tratar problemas estomacais e renais. Em cataplasma, trata problemas de pele e ajuda a cicatrizar feridas. Utilizada em casos de eripsela e sarna.

As suas aplicações são em tudo semelhantes às da onagra, Oenothera biennis, que chegou à Europa no século XVIII, a par de outras congéneres, entre elas a espécie aqui representada, O. Rosea, importadas pelo Jardim Botânico de Pádua.

Curiosidade: Na região de Texcoco, México, onde esta onagrácea é endémica, é popularmente utilizada em conjunto com folhas de borragem e barbas de milho para acalmar dores estomacais. Noutros locais do México, as folhas da cruz-de-malta são esmagadas e aplicadas directamente sobre tumores e feridas.

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