Labaça (Rumex crispus L.)

 

flora silvestre

Espécie: Rumex crispus L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Caryophyllales
Família: Polygonaceae
Sinonímia: Rumex hispanicus C. C. Gmel.
Nomes comuns: Labaça, labaça-crespa, cata-cruz, regalo-da-horta, paciência, erva-britânica, paciência aquática, ruibarbo-selvagem, manteigueira.
English name: Sorrel.

«(…) purifica o sangue e torna as raparigas tão belas e vermelhas como cerejas.» Gerard (naturista)

Também designada “erva-britânica”, esta poligonácea, de inestimável valor nutricional e terapêutico, é simplesmente apontada como uma erva-daninha, uma erva de todos bem conhecida, semelhante a muitas outras da mesma família, chamadas genericamente de “labaças” ou “rabaças”.

Identificação: Herbácea de crescimento erecto (cerca de 1 m de altura), de folhas lanceoladas, sésseis, cujo ápice se encontra ligeiramente dobrado para trás. As flores, minúsculas e abundantes, aglomeram-se em panículas longas e adquirem uma tonalidade avermelhada à medida que vão dando lugar aos frutos, aquénios. O sabor das folhas é avinagrado, daí ser igualmente conhecida como vinagreira.

Tipo fisionómico: Hemicriptófito/terófito.

Distribuição: Nativa da Europa, encontra-se naturalizada na Ásia ocidental e América do Norte.

Habitat: Ruderais, lameiros, campos de cultivo, bordaduras de bosques. Adapta-se a qualquer tipo de solo.

Floração: Julho-Setembro.

Princípios activos: Glicósidos antraquinónicos, fisciona, oxalatos, emodina, rumicina, sódio, vitamina C.

Propriedades: Comestível, anti-histamínica, emoliente, diurética, antiescorbútica, sudorífera e depurativa.

Partes usadas: Folhas jovens e raiz.

Usos: Gastronómico e medicinal. Em culinária pode ser consumida em sopas, saladas e tortilhas. Medicinalmente está prescrito como um sudorífero eficaz e adjuvante em casos de envenenamento, prisão de ventre crónica, cãibras abdominais, problemas hepáticos e dermatológicos. A sua raiz é antiescorbútica. Pode ser usada sob a forma de tisana, emplastro ou tintura.

Curiosidades: A seiva desta planta actua contra a urticária, mesmo em casos de picadas de urtiga. Um dado curioso e bastante recorrente no mundo na fitossociologia é o facto de os venenos e os antídotos geralmente crescem nas proximidades um do outro, pelo que é frequente encontrarmos labaças em campos de urtigas.

Tanto na América como na Europa, esta planta foi em tempos muito utilizada em limpezas de pele, sob a forma de tónico.

Culpeper recomendava-a em casos de febre e doenças infecciosas.

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