Asfódelo (Asphodelus fistulosus L.)

Espécie: Asphodelus fistulosus L. Divisão: Magnoliophytas Classe: Liliopsidas Ordem: Liliales Família: Liliáceas (asphodelaceae) Sinonímia: Asphodelus albus Mill. raça morisianus Samp. Asphodelus lusitanicus P. Cout. Nomes comuns: Asfódelo, abrótea-da-Primavera, abrótega, tremoção. English Name: Asphodel.

Espécie: Asphodelus fistulosus L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Liliopsidas
Ordem: Asparagales/Ant. Liliales
Família: Xanthorrhoeaceae (Asphodelaceae). Ant. Liliaceae
Sinonímia: Asphodelus albus Mill. raça morisianus Samp.
Asphodelus lusitanicus P. Cout.
Nomes comuns: Asfódelo, abrótea-da-Primavera, abrótega, tremoção.
English Name: Asphodel.

Flor da Morte, flor dos mortos; Hades ofereceu-a a Perséfone e a ela a consagrou. Homero fala-nos do asfódelo na Odisseia, associando-o à ressurreição. Por esse motivo, os Campos Elísios, morada infernal dos bem-aventurados, achavam-se atapetados pelas suas flores alvas levemente rosadas. Na Antiguidade Clássica, o asfódelo acompanhava os mortos na longa viagem para o Submundo; era por excelência o alimento da eternidade. Encontramo-lo, ainda hoje, em lugares abandonados, cemitérios, eidos de esquecimento e de solidão.

Identificação: Esta monocotiledónea que cresce até cerca de 1 metro de altura, está a tornar-se cada vez mais rara. É facilmente identificável no início da Primavera, entre finais de Fevereiro e meados de Março, quando floresce. As suas corolas, de um branco ligeiramente ensombrado de rosa, formam estrelas de seis pontas com uma nervura central acastanhada que se prolonga pelas seis pétalas. O seu fruto é uma cápsula oval tripartida que contém um grande número de sementes pretas. Algumas das espécies de Asphodelus geram tubérculos que, segundo Plínio, o Velho, eram assados sobre cinzas, embora a asfodelina seja algo tóxica. O seu aroma, ora suave ora intenso, lembra o do jasmim.

Tipo Fisionómico: Terófito.

Distribuição: Existem cerca de 16 espécies na Europa e no Médio Oriente.

«Um fresco perfume desprendia-se dos tufos de asfódelos;  Os sopros da noite flutuavam sobre Galgala...  Ruth sonhava e Booz dormia; a erva era negra...» (Victor Hugo)

«Um fresco perfume desprendia-se dos tufos de asfódelos;
Os sopros da noite flutuavam sobre Galgala…
Ruth sonhava e Booz dormia; a erva era negra…»
(Victor Hugo)

Habitat: Cresce em terrenos baldios, ruínas e antigas necrópoles.

Floração: Fevereiro/Março.

Princípios activos: Contém asfodelina (tóxica) e outras antraquinonas, tais como a microcarpina e crisofanol.

Propriedades: Coalhante e anti-hemorroidal.

Partes usadas: Rizomas, flores e frutos.

Usos: Durante a Segunda Guerra Mundial foi usado em panificação. As flores frescas são utilizadas no fabrico de queijo. Os rizomas usam-se sob a forma de cataplasma no tratamento do hemorroidal.

Curiosidades: Na Córsega, no Dia de Todos os Santos, as flores de asfódelo são deixadas a arder sobre as tumbas, em lamparinas de azeite. O seu perfume, embora lembre o do jasmim, em certas alturas adquire um cheiro desagradável que se deve a uma defesa da própria planta contra o gado que, de outra forma, tentaria comê-la. Talvez este odor tão peculiar tenha levado a que na Antiguidade o associassem à decomposição e à morte. A frequência com que acorre em antigas necrópoles prende-se directamente com facto de ter sido continuamente usada como planta fúnebre, o que potenciou a disseminação de sementes nestes locais.

 O seu nome deriva de Grego “asphodelos” e significa “aipo”.

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