Liliaceae (Liliáceas)

flora silvestre

Liliaceae

Sendo que a grande maioria é somente usada como ornamental, as espécies de alho, cebola, cebolinho e espargos estão entre as mais afamadas Liliáceas comestíveis.

Porém, esta é uma família muito heterogénea, cujos géneros nem sempre partilham os mesmos ancestrais, facto que levou a que muitas espécies nela incluídas tenham sido já repatriadas às suas respectivas famílias e ordens, como foi o caso do asfódelo (Asfodeláceas), do agave (Agaváceas), do lírio (Iridáceas), dos narcisos (Amaryllidáceas), agora na ordem das Asparagales, e da salsaparrilha (Smilacáceas), de regresso à ordem da Liliales. Muitos outros exemplos poderiam ser citados. Por este motivo, e por uma questão prática, incluí nesta categoria diversos espécimes pertencentes actualmente a diversas famílias e que já integraram as antigas Liliáceas, o que estará indicado em cada taxonomia.

Hoje em dia, segundo o novo sistema classificativo APG III, da ordem das Liliales, que ainda se mantém, fazem parte as  Alstroemeriaceae (+Luzuriagaceae), as Campynemataceae, as Colchicaceae, as Corsiaceae, as Liliaceae, as Melanthiaceae, as Petermanniaceae, as Philesiaceae, as Ripogonaceae e as Smilacaceae, sendo que as Liliaceae ainda contam com alguns géneros bem conhecidos em Portugal, tais como Erythronium sp., Gagea sp., Fritillaria sp., Lilium sp. e Tulipa sp.

Morfologia

As antigas Liliáceas são maioritariamente geófitos, por norma bolbosos ou tuberosos, com excepção do Asphodelus fistulosus, que se trata de uma herbácea anual (terófito), também aqui tratado monograficamente. As folhas são alternas ou verticilares, lanceoladas e espessas, caulinares ou simplesmente basais. Possuem inflorescências hermafroditas, cimosas ou umbelares, sempre muito vistosas, razão pela qual são tantas vezes usadas em jardins. As flores, por vezes solitárias, são actinomórficas, trímeras (cada ponto de inserção é composto por três peças, sendo que possui ao todo seis pétalas e seis sépalas), um androceu de seis estames e um gineceu de três carpelos unidos a um ovário súpero. O seu fruto varia, podendo ser uma baga ou cápsula.

Filogenia

flora silvestre

Ruscaceae

Recentes análises de ADN, a par de uma mais cuidada observação de características morfológicas,  vieram demonstrar que as Liliáceas eram compostas por uma amálgama genética, bastante diferenciada em alguns casos e bastante similar noutros. Daqui surgiram diferentes famílias, e houve mesmo casos de taxa movidos para outras famílias já existentes na ordem das Liliales ou noutras, principalmente na das Asparagales. Alguns especialistas defendem que a ordem deveria ser dividida em Liliales, Asparagales e Dioscoreales, recentemente admitidas mas não sem controvérsia, o que pode gerar algumas confusões, sobretudo com sistemas de classificação anteriores. Por este motivo, a consulta bibliográfica deve ter sempre em consideração a data das edições.

Aliáceas (alho) – De acordo com APG III, pertencem agora à ordem das Asparagales como sub-família das Amaryllidaceae e a par das Agapanthaceae. É o género que comporta mais espécies em Portugal. Apresentam inflorescências dispostas em umbela lassa, tendencialmente esférica, branca ou rosada, podendo ser arroxeada, como no caso dos alhos-porros. São fortemente odorosas.

Asparagáceas (espargo) – Família que originou a ordem das Asparagales. Podem ser facilmente confundidas com coníferas ou tojos.

Asfodeláceas (asfódelo) – Enquadram-se agora na família das Xanthorrhoeaceae, na ordem das Asparagales. Caracterizam-se principalmente por deterem raízes tuberosas em vez de um bolbo. As flores geralmente organizam-se em cacho terminal, semelhante às das Hyacinthaceae.

Hiacintáceas (jacinto) – Sub-família enquadrada na grande família das Asparagaceae, dentro da ordem das Asparagales. Apresentam múltiplas flores, por vezes dispostas em cachos longos e geralmente densos. Surgem em várias alturas do ano.

Ruscáceas (gilbardeira) – Também pertencentes à família das Asparagaceae na ordem das Asparagales. Em Portugal apenas se encontram duas espécies, a comum gilbardeira e o selo-de-salomão. A gilberdeira está amplamente difundida e é facilmente reconhecível pelas suas bagas vermelhas que brotam da nervura central das folhas.

Smilacáceas (salsaparrilha) – Família já anteriormente separada das Liliaceae pelo Thorne System (1992) e posta na ordem das Dioscoreales. Com o sistema APG II (2003), regressaram como família autónoma à ordem das Liliales. Na P. de Lisboa apenas se encontra assilvestrada a salsaparrilha, planta escandente e espinhosa, de folhas sagitadas, de margem áspera, e bagas negras em cacho.

Alhos-selvagens

Asfódelo

Cebola-albarrã

Cila-outonal

Croco-outonal

Espargos-silvestres

Estrela-de-belém

Jacinto-das-searas

Salsaparrilha

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