Jacinto-das-searas (Muscari comosum (L.) Mill.)

flora silvestre

Espécie Muscari comosum (L.) Mill.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Liliopsidas
Ordem: Asparagales/Ant. Liliales
Família: Hyacinthaceae/Ant. Liliaceae
Sinonímia: Hyacinthus comosus L. Muscari comosum Mill.
Nomes comuns: Jacinto-das-searas, nazareno, torre-de-igreja, sino-de-são-josé.
English name: Grape hyacinth.

O seu nome científico, Muscari, deve-se à semelhança entre o seu perfume e o aroma do almíscar (musk) de origem animal. Chamado vulgarmente de jacinto em quase toda a Europa, a ele ficou associado o santo do mesmo nome, patrono da Polónia. A forma das suas flores não passa despercebida, ainda que vislumbrada ao longe, e constitui uma interessante amostra da criatividade da Natureza.

Identificação: Erva vivaz que pode atingir cerca de 60 cm de altura. Com folhas basais estreitas, apresenta flores lilases globulares e estéreis encimadas num caule erecto. Abaixo do perianto localizam-se as bolsas de néctar em forma de flores tubulares castanhas. Corolas de 6 pétalas em forma de botão.

Tipo Fisionómico: Geófito.

Distribuição: Austrália. Naturalizada na Europa desde o século XVII.

Habitat: Margens dos caminhos, ervais e ruderais, com preferência por solos ácidos, rochosos, húmidos e sombrios.

Floração: Abril/Maio.

Princípios activos: Glícidos, vitaminas e minerais.

Propriedades: Diurético, cicatrizante, melífero.

Partes usadas: Flores.

Usos: Usado directamente sobre a pele em casos de queimaduras ligeiras e abrasões. Muito melífero.

Curiosidades: Por florescerem por altura da Páscoa, foram chamados de nazarenos. Em Espanha recebem ainda os nomes de «cravos-de-deus» e «penitentes». Na Grécia, os bolbos são usados em culinária sob a forma de pickles.

Uma espécie de Muscari nativa de Israel faz parte do emblema da rebelião do povo Israelita contra a escravatura de que este fora vítima no Egipto.

Na Escandinávia, existe uma correlação simbólica entre o muscari, o “cravo-de-deus” e a estrela Polar, ligando deste modo o muscari ao deus Thor.

Na Vila de Parede, encontramo-lo apenas num local, num microcatena umbrófilo formado pela presença do depósito da água localizado entre o bosque de pinheiro-de-alepo e a área aberta que dá acesso à antiga 2ª Bateria Militar. Aí encontra-se em estreita associação com outras Liliopsidas, como a estrela-de-belém e o alho-selvagem, e as parasitárias erva-toura e íris-pé-de-cabra.

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