Espinheiro-alvar (Crataegus monogyna Jacq.)

flora silvestre

Espécie: Crataegus monogyna Jacq.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Sinonímia: Crataegus oxyacantha Auct.
Nomes vulgares: Espinheiro-alvar, branca-espinha, pilriteiro, escalheiro, escambroeiro, abronceiro, cambrueiro, estrepeiro, etc.
English name: Hawthorn.

Poderia ser chamado de espinheiro-das-fadas. As suas características invulgares fundaram mitos, instigaram histórias, e ainda hoje continuam a levar harmonia ao coração de quem dele se socorre.

Identificação: Pequeno arbusto caducifólio, de crescimento erecto e muito ramificado, provido de longos acúleos que surgem espaçadamente em redor dos ramos. As folhas, glabras e verde-escuras, providas de pecíolo e por vezes de estípulas lobadas, dispõem-se alternadamente. A sua forma varia bastante, mas são regra geral romboidais, lobadas, com 3 a 7 lóbulos. Os ramos podem adquirir uma tonalidade avermelhada. A sua época de floração é muito curta, cerca de quinze dias entre Abril e Maio. As flores, brancas e pentâmeras, providas de inúmeros estames de anteras rosadas, surgem organizadas em corimbos. O fruto é uma drupa, que pode ser colhida no Outono quando se encontra totalmente vermelha (madura).

Tipo Fisionómico: Microfanerófito.flores silvestres

Distribuição: Endémica na Europa, Norte de África, Anatólia, Médio Oriente.

Habitat: Matagais, ruderais, ripícola.

Floração: Abril-Maio.

Princípios activos: Flavonóides, proantocianidinas, ácido ascórbico, ácidos fenólicos, taninos e trimetilamina.

Propriedades: Cardiotónica, sedativa (flores), hipotensora, calmante, diurética, antioxidante, vasodilatadora, tónica, antiespasmódica e adstringente (frutos). Muito melífera.

Partes usadas: Frutos, flores (colhidas em botão), folhas, casca e raiz.

Usos: Usada como hipotensora, no tratamento da insónia e na regulação do ritmo cardíaco, nas inflamações musculares e na arteriosclerose. Combinado com Gingko biloba, é muito eficaz no tratamento de problemas de memória. A casca, em particular, é adstringente e utilizada no tratamento da malária e de febres. A raiz é também usada na insuficiência cardíaca e em problemas circulatórios, bem como na doença de Raynaud.

A medicina chinesa também faz uso desta planta no tratamento de diarreias e menstruações dolorosas.

Gastronomicamente, os frutos são ideais para a preparação de geleias e compotas. Podem também ser secos e farinados. As sementes podem ser torradas e usadas como substituto do café, assim como as folhas podem ser empregues em substituição do chá preto. Os rebentos jovens podem ser consumidos crus em saladas.

Curiosidades: O nome Crataegus provém do Grego krataios e significa “robustez”, em alusão à qualidade da madeira que produz. O adjectivo monogyna faz referência ao facto de o pistilo das suas flores ser monocarpelar.

Diz-se que a coroa de espinhos de Jesus Cristo foi feita de uma variedade desta planta. Existem na Europa e no Médio Oriente mais de duzentas e cinquenta espécies de Crataegus.

Usado em rituais mágicos ao longo dos tempos, a crença popular envolveu-o em brumas de superstição. Há quem ainda hoje tema este arbusto e não se atreva a levar para casa as suas flores, sob pena de atrair a morte…

Devido à sua acção sedativa/tranquilizante, muitas vezes o espinheiro-alvar é apelidado de “barrete de dormir”.

Advertisements
Esta entrada foi publicada em Rosáceas com as etiquetas , , . ligação permanente.

Uma resposta a Espinheiro-alvar (Crataegus monogyna Jacq.)

  1. Pingback: Rosaceae (Rosáceas) | Herbalist

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s