Roseira-brava (Rosa sempervirens L.)

flores silvestres

Espécie: Rosa sempervirens L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Sinonímia: Não encontrada
Nomes vulgares: Roseira-brava.
English name: Wild rose.

A sua aparência está longe de evocar a imagem colorida e exuberante das rosas de jardim, mas as suas propriedades vão muito além da decoração.

Identificação: Escandente e aculeada, forma sebes intransponíveis nas clareias e margens dos bosques. Apresenta folhas divididas, sempre com número ímpar de folíolos ovado-lanceolados, acuminados, glabros e de margem serrada. As flores, muito perfumadas, são compostas por cinco pétalas brancas fendidas, apresentando numerosos estames amarelos, de anteras também amarelas, bem como um carpelo saliente. Surgem solitariamente ou em pequenos cachos providos de estípulas. O fruto é uma baga oblonga e alaranjada/rosada.

 Tipo Fisionómico: Microfanerófito.

Distribuição: Europa ocidental e mediterrânica, Norte de África e Anatólia.

Habitat: Matagais, orlas de floresta, ruderais, ripícola.

Floração: Abril-Agosto.

Princípios activos: Taninos e vitamina C

Propriedades: Nutritiva, aperitiva, anti-inflamatória, fortalecedora do sangue e do sistema imunitário, vermífuga, calmante e adstringente.

Partes usadas: Frutos e pétalas.

Usos: Tal como uma outra espécie silvestre, a rosa-canina, as pétalas da roseira-brava são ideais para fazer água de rosas. Dos frutos faz-se geleia e compota. O chá de rosas, feito com as pétalas, é uma excelente fonte de vitamina C, ideal não apenas para degustação, devido ao seu sabor agridoce, mas também em caso de menorreia e dismenorreia, gastrite, disenteria e infecções do aparelho urinário. Recomendada ainda como vermífuga, no tratamento da insónia, de infecções intestinais, gripe e insuficiência renal.

Curiosidades: As bagas das roseiras-bravas são muito procuradas pelas aves frugívoras que assim ajudam a dispersar as sementes (dispersão endozoocórica). Na região Oeste, estas bagas são conhecidas pelo nome de “escaramujos”.

Existem actualmente inúmeras espécies de rosa, a maioria resultantes do hibridismo decorrente de experiências realizadas em jardins botânicos e por jardineiros particulares, com o objectivo de criar novas tonalidades e morfologias. Assim sendo, existem três grupos distintos de roseira: as espécies silvestres, as antigas (anteriores a 1867, altura que foi criado o primeiro híbrido, a variedade cor-de-chá La France) e as modernas (posteriores a 1867).

Em Portugal existiam espécies puramente portuguesas, como a Bela Portuguesa, a Estrela-de-Portugal, a Palmira-Feijão e a Lusitânia, infelizmente muito raras hoje em dia.

As roseiras são espécies com origem no período Cretácico, época da extinção dos grandes répteis, e foram talvez as primeiras plantas ornamentais que o Homem cultivou.

Das pétalas e bagas de qualquer espécie de roseira é possível fazer-se geleia e doce, desde que acrescentada pectina, recorrendo para tal ao sumo da maçã ou da groselha.

Advertisements
Esta entrada foi publicada em Rosáceas com as etiquetas , , . ligação permanente.

Uma resposta a Roseira-brava (Rosa sempervirens L.)

  1. Pingback: Rosaceae (Rosáceas) | Herbalist

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s