Amora-silvestre (Rubus ulmifolius Schott var. ulmifolius)

frutos silvestres

Espécie: Rubus ulmifolius Schott var. ulmifolius 
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Sinonímia: Rubus amoenus Port.
Rubus thyrsoideus Wimm. raça phyllostachys sensu Samp.
Rubus thyrsoideus Wimm. subsp. phyllostachys auct. lusit.
Rubus ulmifolius Schott var. ulmifolius for. cuneatus (Boulay et Bouvet) P. Cout.
Rubus ulmifolius Schott var. ulmifolius for. ulmifolius.
Nomes vulgares: Silva, amoreira-brava.
English name: Blackberries.

Rodeada de mitos sobre gnomos e fadas, a silva parece saída do folclore como que por magia. Os seus frutos anunciam o Outono, mas será preciso colhê-los antes que o Diabo os reclamar para si próprio…  

Identificação: Escandente e aculeada, as silvas formam matagais impenetráveis e sebes intransponíveis. As suas folhas são finamente serradas, alternas, divididas em três folíolos ovóides, aculeados ao longo da nervura central da página inferior. As flores, rosa-pálidas ou brancas, são pentâmeras e providas de numerosos estames. O fruto é formado por diversas drupas agregadas, a amora, que se torna negro à medida que amadurece.

Tipo Fisionómico: Microfanerófito.

Distribuição: Europa, Médio Oriente.

Habitat: Matagais, bordaduras de bosques, ruderais, margens de caminhos, usado para formar sebes.

Floração: Primavera.

Princípios activos: Antocianina, cianidina ácidos salicílico, elágico, linoleico e fólico, flavonóides, vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, B9, C e K, carotenóides pectina, taninos, manganês, ferro, magnésio, cálcio, fósforo, potássio, zinco, proteínas, açúcares, ômega-3, luteína e fibras.

Propriedades: Nutritiva, tónica, digestiva, anti-inflamatória, diurética, adstringente, vulnerária, depurativa, tintureira.

Partes usadas: Folhas e frutos.

Usos: Muito usada tanto a nível gastronómico como medicinal. Os frutos são comidos crus ou em geleias e compotas. Os rebentos jovens podem ser consumidos crus em saladas. É hábito fazer-se tartes de amora-silvestre. As folhas são usadas em infusões para a dor de garganta, gastrite e inflamação da bexiga/rins. Também tomada em casos de diarreia (juntamente com flor de malva), dismenorreia e menorreia. Tanto os caules como a raiz são vulnerários, depurativos, tónicos e adstringentes. Tratam hemorroidal, cistite e aftas. A presença de ácido elágico trava os malefícios dos estrogénios que, em excesso, podem provocar cancro da mama.

A nível dermatológico, os frutos esmagados são um cataplasma ideal para eliminar manchas da pele.

Também considerada tintureira. Os frutos fornecem um pigmento azul. Com as fibras dos seus ramos faz-se cordel.

Curiosidades: A dispersão desta trepadeira é endozoocórica, ou seja, feita por animais (pássaros e mamíferos) que transportam as suas sementes ao ingerirem os frutos.

O folclore britânico aconselha a que o fruto seja colhido antes do dia de São Miguel, 11 de Outubro, porque após esta data torna-se pertença do demónio.

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