Arruda (Ruta chalepensis L.)

flora silvestre

Espécie: Ruta chalepensis L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Sapindales
Família: Rutaceae
Sinonímia:Ruta bracteosa DC.
Nomes vernáculos: Arruda, erva-das-feiticeiras, erva-das-bruxas, erva-dos-bruxedos, erva-da-inveja.
English name: Rue.

Dela já muito se disse: que afasta as bruxas e que as atrai; que afugenta demónios e que os convoca.

Nem luz nem sombra, a arruda é a própria feiticeira de quem mal se diz e a quem se recorre secretamente em hora de aflição.

Identificação: Planta arbustiva, glabra, de base lenhosa, pode atingir cerca de 1,60 de altura. Caules erectos, muito ramificados, terminam em corimbos de flores tetrâmeras amarelo-vivas, bracteadas, com pétalas dentadas(laceradas). Folhas alternas, tripenatissectas, com segmentos abovados de tonalidade verde-acinzentada que bem as caracteriza. O seu odor é fétido, devido à presença de metilcetonas, e o seu fruto uma cápsula deiscente penta ou tetralobada.

Tipo Fisionómico: Caméfito.

Distribuição: Europa, principalmente mediterrânica.

Habitat: Ruderais, matas, clareiras de bosques, matagais. Preferência por solos calcários.

Floração: Fevereiro-Agosto.

Princípios activos: Hidrocarbonetos gordos, metilcetonas,  monoterpenos (alfa e beta pineno e limoneno). Contém flavonoides, alcaloides (rutamina, graveolinina, arborinina e outros), éteres fenólicos, quercitina, bergapteno e furanocumarinas, entre elas umbeliferona.

Propriedades: Abortiva, anti-espasmódica (óleo essencial), vermífuga.

Partes usadas: Raiz, caules, flores e folhas.

Usos: Desde a Antiguidade que a sua raiz é usada como abortivo. Actualmente encontra-se em estudo a possibilidade de poder ser empregue no tratamento da esclerose múltipla, funcionando como bloquedora dos canais de potássio, bem como no tratamento de alguns tipos de leucemia. Por conter furanocumarinas é também usada no tratamento da psoríase e do vitiligo e como espasmolítica. É indicada em casos de insuficiência venosa (varizes e hemorroidal) e também no tratamento de doenças osteoarticulares.

Pelo elevado grau de toxicidade, o seu uso deve ser acompanhado por um especialista. Pode causar fotodermatites de contacto. Durante tratamentos à base desta planta, a exposição ao Sol deve ser evitada.

Curiosidades: Na Idade Média, a arruda era frequentemente usada em rituais mágico-terapêuticos e em exorcismos, uma vez que se pensava estar associada ao sofrimento de Cristo, muito embora a origem desta crença se tenha perdido no tempo.

Autorizada pela FDA (Food and Drug Administrations) em pequenas quantidades (10 ppm), a arruda é em Itália usada como condimento, bem como na preparação da famosa Grappa.

Em jardinagem, a espécie mais usada é a R. graveolens. Em estado silvestre é possível encontrar-se uma espécie afim, a R. agustifolia que melhor se diferencia não pela folha em si, mas por possuir uma ligeira vilosidade ao longo dos pedúnculos e caules em geral.

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