Ruiva-dos-tintureiros (Rubia peregrina L.)

flora silvestre

Espécie: Rubia peregrina L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Gentianales
Famíla: Rubiaceae
Sinonímia: Rubia peregrina L. for. pubescens P. Cout.
Rubia sylvestris Brot.
Nomes comuns: Ruiva-dos-tintureiros, pegamasso, ruiva-peregrina, carrasquilha, raspa-língua, granza-brava, ruiva-brava, aspérula, ruiva-silvestre, raspa-saias.
English name: Madder.

Para escrever cartas de amor basta misturá-la com água, ácido sulfúrico e anil. Assim ditavam as receitas do século XIX para quem quisesse criar uma tinta indelével e vermelha, tornada negra por acção do calor. Entre o romantismo e a realidade a distância é nula. E a ruiva-dos-tintureiros está por aí, à disposição dos apaixonados que através dela desejem declarar-se à vida…

Identificação: Planta trepadora de caule lenhoso junto à raiz, possuindo entre 4 a 6 folhas por verticilo, estreitas e uninérveas, lustrosas na página superior e ásperas na inferir. Flores brancas e frutos negros (bagas).

Tipo Fisionómico: Caméfito.

Distribuição: Ásia, Médio Oriente, Norte d’África e Europa.

Habitat: Procure-se por ela nas margens dos caminhos, nos muros, junto a rochedos, em ruínas e silvados.

Floração: Abril/Junho.

Princípios activos: Glicosídeos antraquinónicos, citratos alcalinos, ácido tartárico e ácido málico, alizarina, purpurina.

Propriedades: Tintureira.

Partes usadas: Raiz.

Usos: No fabrico de tintas de escrever e no tingimento de lãs e tecidos.

Curiosidades: No Antigo Egipto, a ruiva-dos-tintureiros era usada na composição do pigmento vermelho conhecido por alizarina, tal como ainda hoje acontece na Índia.

Na Idade Média chegou a ser usada em cosmética para dar tons avermelhados ao cabelo.

Em tinturaria, o mordente que melhor se adapta a este pigmento é o alúmen.

No norte da Índia, o sítio arquiológico de Mohenjo-Daro prova o uso desta planta como tintureira no terceiro milénio a.C.

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