Delfim (Delphinium obcordatum DC.)

flora silvestre

Espécie: Delphinium obcordatum DC.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Ranunculales
Família: Ranunculaceae
Sinonímia: Delphinium nanum DC.
Nomes vulgares: Delfim, golfinhos, rabo-de-escorpião.
English name: Larkspur.

Há quem veja nele a imagem de um golfinho; há quem o identifique com o rabo de um escorpião… Em linguagem medieval, dir-se-ia que esta ranunculácea tem uma assinatura muito forte e única. Uma coisa é certa, estes pequenos golfinhos, que brincam ao sabor do vento estival num mar de gramíneas e leguminosas, não passam despercebidos pela sua cor vibrante, do mais profundo azul oceânico.    

Identificação: Herbácea anual, de crescimento erecto, ramificado na base, atinge pouco mais de 30 cm de altura. As folhas inferiores são orbiculares e segmentadas. Cada segmento encontra-se dividido em lóbulos lineares-oblongos. As folhas superiores são curtas, inteiras e lineares-lanceoladas. Os caules acham-se revestidos por um indumento pouco consistente. O que mais a distingue são as flores, de um azul-escuro intenso ou lilás, reunidas numa inflorescência lassa, que dificilmente ultrapassa as dez flores. Possuem sépalas petalóides unidas, formando uma espora oca, longa e voltada para cima, onde se encontra o nectário. As pétalas são quatro, da mesma cor azul ou lilás das sépalas, o que torna difícil a distinção. O fruto é uma vagem.

Tipo Fisionómico: Terófito.

Distribuição: Península Ibérica, Sicília e Norte de África.

Habitat: Matagais, areias marítimas, orlas florestais, ruderais e sapais.

Floração: Abril-Setembro.

Princípios activos: Alcalóides diterpénicos, aconitina.

Propriedades: Neurotóxica, cardiotóxica, vermífuga, sedativa e decorativa.

Partes usadas: Raiz e sementes.

Usos: Quase tão tóxico como o acónito, o delfim não deve ser usado internamente. Apenas alguns princípios activos são utilizados pela indústria farmacêutica. A sua raiz tem propriedades vermífugas e sedativas, tal como a do acónito. É usado em preparados para a falta de apetite, insónias e retenção de líquidos. As sementes são empregues contra alguns parasitas externos, como lêndeas, piolhos e carraças.

Curiosidades: Em antigos herbários, como o de John Gerard, as sementes são indicadas como antídoto do veneno do escorpião, devido à forma do seu nectário lembrar um rabo de escorpião.

O delfim encontra-se associado a Santa Odília de Alsácia (século VIII), protectora dos olhos, à semelhança de Santa Luzia, uma vez que, segundo a lenda, esta santa utilizava as suas sementes para tratamentos oftalmológicos.

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