Erva-do-mau-olhado (Scrophularia scorodonia L.)

flora silvestre

Espécie: Scrophularia scorodonia L.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Lamiales
Família: Scrophulariaceae
Sinonímia: Scrophularia scorodonia L. ssp. scorodonia; Scrophularia scorodonia L. ssp. multiflora (Lange) Franco.
Nome comum: Escrofulária, erva-do-mau-olhado, erva-de-são-pedro.
English names: Figwort.

Também chamada de escrofulária, a erva-do-mau-olhado fica a dever esta misteriosa alcunha ao facto de tratar com eficácia uma grande variedade de maleitas, sobretudo as que em tempos eram atribuídas às artes obscuras da feitiçaria.

Mitos à parte, estamos perante uma das mais importantes ervas terapêuticas que podemos encontrar na Península de Lisboa.

Identificação: Na época de floração, esta planta é facilmente identificável através das suas flores exíguas, globosas, de tom rosado ou vermelho-escuro, labiadas e dispostas em cachos que podem atingir cerca de 70 cm de altura, muitas vezes prostrados. Fora da época de floração, as suas folhas verde-escuras, serradas e lanceoladas, podem fazê-la passar por uma lamiácea, como a nêveda-dos-gatos ou a erva-cidreira. Os seus caules apresentam secção quadrangular e alguma vilosidade. Os seus frutos são ovóides.

Tipo Fisionómico: Caméfito.

Distribuição: Europa, Ásia e América do Norte. Parece ter tido como origem a Ásia.

Habitat: Surge em matagais, florestas, ruderais, campos incultos e cultivados. Ripícola.

Floração: Verão.

Princípios activos: Glycoterpenoide, iridóides, verbasco-saponina A, hesperidina, diosmina (flavonóide) e ácidos fenólicos.

Propriedades: Anti-inflamatória, diurética, laxante, venotónica, estimulante cardíaca e analgésica.

Partes usadas: Planta completa, mas sobretudo as raízes.

Usos: Muito usada na medicina tradicional chinesa para o tratamento da artrite reumatóide e problemas urinários (micção dolorosa). Em tempos utilizada no Ocidente no tratamento de tumores linfáticos e do hemorroidal (sob a forma de unguento). Pode ser usada como substituta da cortisona em casos de psoríase e eczema, erupções cutâneas, entre outros. O uso interno (tintura ou infusão) deve ser evitado por quem sofra de taquicardia.

Curiosidades: O nome “escrofulária” deriva de scrofula, tuberculose dos gânglios linfáticos, doença contra a qual esta planta foi muito usada em finais do século XVIII.

Os Romanos usavam um unguento à base de erva-do-mau-olhado no tratamento do hemorroidal.

A espécie terapêutica mais utilizada é a S. nodosa.

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