Erva-moura (Solanum niger L.)

Espécie: Solanum nigrum L. Divisão: Magnoliophytas Classe: Magnoliopsidas Ordem: Solanales Família: Solanaceae Sinonímia: Solanum decipiens Opiz.; Solanum nigrum L. var. vulgare L.; Solanum dillenii Schult.  Nomes vulgares: Erva-moira, erva-moura, morela, erva-moira-sem-pêlos, erva-moira-da-baga-preta, fona-de-porca, erva-santa, solano, tomateiro-bravo, tomateiro-do-diabo, erva-moira-mortal. English name: Black nightshade.

Espécie: Solanum nigrum L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Sinonímia: Solanum decipiens Opiz.; Solanum nigrum L. var. vulgare L.; Solanum dillenii Schult.
Nomes vulgares: Erva-moira, erva-moura, morela, erva-moira-sem-pêlos, erva-moira-da-baga-preta, fona-de-porca, erva-santa, solano, tomateiro-bravo, tomateiro-do-diabo, erva-moira-mortal.
English name: Black nightshade.

Também chamada de «morela» e muitas vezes confundida com a sua parente próxima, a erva-moura-furiosa, esta solanácea, habitante dos baldios, dos matagais e das clareiras dos bosques, pode, no entanto, revelar-se igualmente tóxica, consoante os terrenos onde cresce, ou, pelo contrário, tornar-se agradavelmente nutritiva.

Identificação: A erva-moura é uma espécie sub-arbustiva que renova as suas partes aéreas anual ou bianualmente. Apresenta folhas alternas, ovadas ou rombóides, peninérveas, glaucas a verde-escuras, de margem irregular e providas de pecíolo. As flores, pequenas e brancas, pentâmeras, brotam em cimeiras pouco densas. O androceu é composto por cinco estames de anteras amarelas concrescidas ao estilete, como é próprio das Solanáceas. O fruto é uma baga negra.

Tipo Fisionómico: Caméfito.

Distribuição: Cosmopolita.

Habitat: Ruderais, matos, orlas de florestas, ruínas, campos cerealíferos, margens de caminhos e de rios. Indiferente edáfica.

Floração: Abril-Novembro.

Princípios activos: Alcalóides tóxicos, proteínas, hidratos de carbono, lípidos, açúcares, fibra, vitaminas B1, B2, B6 e C, potássio, sódio, magnésio, ferro, zinco e fósforo.

Propriedades: Tóxica, ligeiramente narcótica, nutritiva, sedativa, analgésica, antiespasmódica, diaforética, emoliente, purgativa, anti-tússica, anti-séptica e cardiotónica.

Partes usadas: Folhas, caules, flores e frutos.

Usos: Embora tóxica, é cultivada como alimento em diversas partes do mundo, isto porque a sua toxicidade varia muito. As suas bagas maduras são nutritivas e podem ser usadas no fabrico de compotas. Quando cozinhados, tantos os frutos como as folhas perdem grande parte do seu potencial tóxico. As bagas decoctadas são empregues como anti-tússico e anti-malária. A decocção das folhas, dos caules e das flores é utilizada em casos de náuseas, vómitos, febre, dores de dentes, tumores e tuberculose. Usada externamente, quer em decocção, quer em tintura ou emplastro, é indicada para cancro de pele, particularmente o melanoma, erupções cutâneas, psoríase, feridas, eripsela, etc. O extracto de erva-moira é antiespasmódico e vasodilatador.

Curiosidades: A erva-moira é um excelente desintoxicante de solos, e o seu cultivo pode ser usado para preparar e enriquecer terrenos em pousio. Este factor, somado às características edáficas de cada região, talvez explique por que motivo esta planta apresenta um nível de toxicidade tão variável, podendo ir do considerado «venenoso» até ao perfeitamente comestível. Em diversas culturas, entre elas as do Médio Oriente, a erva-moura é cultivada a par do tomate, e os seus frutos são consumidos crus em saladas.

Em território português, e em grande parte da Europa ocidental, a erva-moura tem de ser cozinhada antes de qualquer uso que se lhe possa dar, com excepção de tinturas para uso externo.

O seu valor como alucinogénio é relativo e não muito intenso; porém, em tempos foi utilizada por videntes como enteógeno, permitindo-lhes visionar o passado e o futuro através de um fluxo imagético. Neste aspecto, as suas propriedades não diferem muito das da erva-moura-furiosa (beladona), usada na Idade Média como facilitadora do parto.

Segundo o médico renascentista Jean de Nynault, a erva-moura fazia parte de um tipo de unguentos destinados a criar sonhos agradáveis.  

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