Santolina (Santolina impressa Hoffmanns. & Link)

flora dunar

Espécie: Santolina impressa Hoffmanns. & Link.
Divisão: Magnoliphytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae (compotas)
Sinonímia: Não encontrada.
Nome comum: Santolina.
English name: Santolina

Um endemismo bem português que só agora está a ser desvendado pela comunidade científica internacional. Com um passado longo e já esquecido, é o futuro que a entronizará. 

 Identificação: Subarbusto perenifólio lenhoso, que não ultrapassa os 80 cm de altura, apresenta folhas estreitas, densas, alternadas, semelhantes às do alecrim, mas de coloração esbranquiçada, ligeiramente tomentosa. Os capítulos, globosos, são de um amarelo vibrante e apenas as flores do disco externo apresentam cinco pétalas curtas.

Tipo fisionómico: Caméfito.

Distribuição: Endémica do Estuário do Sado, encontra-se hoje numa área cada vez mais alargada, que inclui a Costa do Sol.

Habitat: Paleodunas, matos psamófilos ácidos a coberto de pinhais; arribas costeiras.

Floração: Abril-Junho

Princípios activos: Óleo essencial (composto por cetonas, lactonas, pinenos e cânfora), apigenina, luteolina, taninos catéquicos, catequinas, cumarinas e ácidos fenólicos.

Propriedades: Assemelham-se muito às da sua congénere S. chamaecyparissus, conhecida por «abrótano-fêmea». É anti-inflamatória, anti-helmíntica, antiespasmódica, antimicrobiana e antifúngica.

Usos: Esta planta tem sido usada medicinalmente ao longo dos tempos como digestivo, no alívio de cólicas e espasmos gastroentestinais, flatulência e gastrite. Também empregue no tratamento do doenças orofaríngicas e como tónico vulnerário. O seu óleo essencial apresenta elevada actividade antifúngica e vermífuga contra nematóides, o que o tem feito merecer especial atenção por parte dos investigadores. É empregue em dermoparasitoses.

Curiosidades: A sua parente S. chamaecyparissus começou por ser utilizada como insecticida contra traças, e hoje o seu óleo essencial é bastante usado pela indústria perfumeira. O óleo essencial da santolina, aqui monografada, está ainda a dar os primeiros passos na indústria farmacêutica e na agroquímica, pelo seu efeito nematotóxico. Crê-se que aos nemátodos tenha cabido parte da responsabilidade na extinção dos dinossauros. A perigosidade destes parasitas na agricultura e na saúde humana, faz crescer o interesse pela S. impressa, existente apenas em portugal.

Advertisements
Esta entrada foi publicada em Asteráceas com as etiquetas , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s